Gilmar Mendes vota por trancar inquéritos da PF sobre vazamentos da CPI

Já Fachin se manifestou por negar habeas corpus impetrado pelos senadores Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros
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Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes | Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes | Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes votou pelo trancamento dos inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar o vazamento de documentos sigilosos obtidos pela CPI da Covid no Senado Federal.

Em julgamento retomado no plenário virtual do Supremo nesta sexta-feira, 26, o decano divergiu do relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin.

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O relator se manifestou por negar habeas corpus impetrado pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), presidente, vice e relator da comissão parlamentar, respectivamente.

O caso começou a ser discutido pelo STF em julgamento também no plenário virtual no dia 22 de outubro. Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para análise), suspendendo o julgamento.

Com a retomada da análise do caso, os ministros terão até o dia 3 de dezembro, próxima sexta-feira, para depositar os votos no plenário virtual.

O relator do caso, ministro Edson Fachin, havia se manifestado por negar o pedido de trancamento do inquérito por não ver “flagrante hipótese de constrangimento ilegal”.

O ministro levou em consideração informações prestadas pela Polícia Federal no sentido que os investigadores aguardavam a decisão do STF no âmbito do habeas corpus em questão para “para expedir ofício em autorização para instauração de procedimento investigativo”.

Já Gilmar Mendes considerou que há “manifesta ilegalidade” na abertura da investigação, com “usurpação da competência” do Supremo Tribunal Federal para julgamento de autoridades com foro por prerrogativa de função.

“Tal expediente é manifestamente ilegal ao passo que a autoridade policial não possui poder de abrir investigação de ofício contra autoridades detentoras de foro e tampouco requerer a abertura ao STF, iniciativa que cabe à PGR”, afirmou.

Na avaliação do ministro, a PF reconheceu “que houve o início de atos investigativos sem que os elementos tenham sido remetidos para a Procuradoria-Geral da República, autoridade com iniciativa para requerer ao Supremo Tribunal Federal eventual abertura de investigação”.

O voto do decano está em linha com a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre o caso.

Em agosto, o chefe do Ministério Público Federal defendeu o trancamento das investigações sob o argumento de que a apuração pode atingir autoridades com foro privilegiado e, nesse caso, a prerrogativa para pedir a instauração do inquérito é exclusiva da PGR.

Com informações do Estadão Conteúdo

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16 comentários Ver comentários

  1. Um país dominado por bandidos, desordem total. Para mudar nós, que não somos manipulados, ao invés de ficar atrás de teclados e passear na paulista, deveríamos lutar pelo Brasil, mas aí somos preguiçosos e covardes. Pobre Brasil.

  2. Deus, e somente Ele, haverá de julgar essa pessoa. Não os Homens. Se não cometeu erros será bem recebido no reino dos céus. Caso contrário pagará em vida pelos erros cometidos. Isso vale para todos nós. Aqui se faz, aqui se paga.

  3. Orcrim em ação , enquanto nós brasileiros não Ucranizarmos isso aqui continuará cada vez mais difícil 👍 Acorda Brasil, acorda brasileiros, acorda antes que seja tarde demais 👍🙏🇧🇷

  4. Todo mundo tá cansado de saber que as votações de plenario sao tudo teatro, essas discordancias é só pra dar ares de isentabilidade, tudo é esquematizado por grande parte dos ministros ex advogados de lobbies nas lagostadas e vinharadas.

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