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Política

Além de processo de cassação, Glauber Braga lida com pendência na Justiça

Deputado federal pelo Psol do Rio de Janeiro responde a ação por danos morais movida pelo Movimento Brasil Livre

O deputado federal Glauber Braga, do Psol | Foto: Reprodução/Redes sociais
O deputado federal Glauber Braga, do Psol do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) enfrenta uma ação judicial movida pelo Movimento Brasil Livre (MBL). O processo trata de danos morais e foi motivado por uma declaração em que o parlamentar classificou o grupo como “organização criminosa”. O MBL pede indenização de R$ 20 mil.

A ação corre em paralelo à representação protocolada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que recomendou a cassação do mandato de Braga. O motivo é a agressão contra o militante Gabriel Costenaro, do MBL, durante tumulto no Anexo IV da Casa.

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Os integrantes do MBL esperam que Braga seja responsabilizado nas duas frentes. O movimento compara o caso ao do deputado Ivan Valente (Psol-SP), condenado por associar o grupo ao nazismo.

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“Como já teve condenação contra o Ivan Valente, a ação contra o Glauber deve seguir o mesmo caminho”, afirmou o deputado Kim Kataguiri (União-SP). O parlamentar é um dos coordenadores nacionais do MBL.

Teatrinho

Interpelado por Oeste, Kataguiri criticou a reação de Braga ao parecer do Conselho de Ética da Câmara.

“Esse tipo de teatrinho não comove ninguém”, disse o deputado do União Brasil. “Muito menos o presidente da comissão, que foi insultado reiteradas vezes e, mesmo assim, conduziu os trabalhos com ordem e respeito.”

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O deputado também comentou a atuação de apoiadores do psolista nos corredores da Câmara. “O mesmo não pode ser dito de certos militantes do Psol e alguns parlamentares que confundem liberdade de expressão com licença para baderna.”

Arthur Lira e a cassação de Glauber Braga

Kataguiri refutou a versão de que a cassação de Braga teria sido motivada por perseguição política atribuída ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL). Ele é ex-presidente da Câmara.

“Quem acusa tem que provar. Essa narrativa é uma tentativa barata de vitimização”, disse Kataguiri. “O motivo da cassação está escancarado: Glauber partiu para a agressão física, com testemunhas, câmeras, tudo registrado. Foi falta de decoro. O Parlamento não pode normalizar esse tipo de comportamento criminoso. Se fosse um deputado de direita que tivesse feito o mesmo, a esquerda já estaria pedindo prisão.”

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