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Política

Governador de Alagoas é acionado na Justiça pelo irmão de 14 anos por uso irregular de fazenda

Desde julho do ano passado, tramita na Comarca de Piranhas (AL), a cerca de 280 km de Maceió, uma ação de reintegração de posse combinada com pedido de indenização de aproximadamente R$ 3,5 milhões

Urgente: STJ mantém afastamento do governador de Alagoas
Paulo Dantas, governador de Alagoas | Foto: Reprodução/YouTube

Uma disputa judicial que envolve herança e uso de terras opõe o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), e seu irmão de 14 anos, depois do falecimento do pai, Luiz Dantas, em março de 2025. O caso se refere à ocupação de uma fazenda localizada em Olho d’Água do Casado, interior alagoano, divulgou O Globo.

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Desde julho do ano passado, tramita na Comarca de Piranhas (AL), a cerca de 280 km de Maceió, uma ação de reintegração de posse combinada com pedido de indenização de aproximadamente R$ 3,5 milhões. O governador foi notificado da ação por oficial de Justiça, há quase três semanas, via WhatsApp.

Leia também: “Punição excessiva e impagável”, artigo de Rachel Díaz na Edição 315 da Revista Oeste

Posicionamento do governador

Em resposta aos questionamentos sobre o processo, o governador afirmou que “essa informação é falsa, mentirosa e criminosa”. “Nunca impedi o uso da área que lhe pertence — ao contrário, sua parte sempre esteve à disposição”, declarou ao O Globo. “Inclusive, já formalizei a renúncia à herança. Trata-se de uma grande desinformação.”

A ação foi movida pelo irmão mais novo, representado judicialmente por Amanda Sena Dantas, mãe do adolescente. No processo, a família alega que Paulo Dantas se propôs a arrendar a Fazenda Retiro e Triunfo, de 878 hectares, mas, sem acordo formalizado, teria ocupado o imóvel, cultivando milho em 659 tarefas e mantendo cerca de 1,2 mil bois no local, sem contrato e sem efetuar pagamentos.

Detalhes da indenização e da disputa que envolve o governador de Alagoas

O valor solicitado na indenização corresponde à exploração agrícola e pecuária e inclui safra de milho, uso do pasto, desgaste da terra e lucros cessantes, o que totaliza R$ 3,4 milhões segundo o processo.

Leia também: “O supremo estafeta”, artigo de Augusto Nunes na Edição 319 da Revista Oeste

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