Governadores reagiram à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira, 11, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 4 votos a 1, pela condenação em cinco crimes, incluindo o de golpe de Estado.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a decisão fere o “princípio da presunção da inocência”, por ausência de provas. Segundo ele, o resultado “já era conhecido”, e Bolsonaro estaria sendo vítima de “penas desproporcionais”.
Aliados de Bolsonaro reforçam críticas ao Supremo
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), por sua vez, defendeu a “pacificação” política e criticou o que classificou como perseguição.
“O Brasil precisa ser pacificado, e isso passa também pelo fortalecimento das nossas instituições, que devem atuar com equilíbrio e pautadas pelo Estado Democrático de Direito”, publicou no X. “O povo brasileiro não pode ficar refém de dogmas. Aliás, a população não está feliz com a perseguição a um ex-presidente”.
Ele disse ainda que “o Brasil precisa virar a página do ódio, do atraso, da briga e escrever um novo tempo”. Declarou solidariedade a Bolsonaro e a sua família.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também criticou o STF. “Justiça ou Inquisição?”, escreveu. “A condenação de Bolsonaro pela Primeira Turma do STF acirra a divisão do País, e não é disso que precisamos.”
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o resultado já estava “antecipado”.
“Mais uma vez, lamento profundamente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal”, disse. “Digo ‘mais uma vez’ porque essa condenação já havia sido, de certa forma, antecipada: primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido.”
Caiado defendeu a ideia de que o julgamento ocorresse no plenário da Corte, como sugeriu o ministro Luiz Fux, “onde a totalidade poderia se manifestar.” Além disso, ele também reiterou a defesa da anistia a todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro e prometeu que, se eleito presidente da República, assinará a medida no primeiro dia de governo.
+ Leia “Três homens, uma mulher e um destino”, na Edição 287 da Revista Oeste





































Pena leonina incompatível com a ausência de provas para qualquer crime 🇧🇷🇧🇷🇧🇷