A poucos dias do encerramento de 2025, o governo federal intensificou a liberação de emendas parlamentares e autorizou cerca de R$ 1,8 bilhão em pagamentos ao longo da última semana. A ofensiva busca acelerar a execução do Orçamento e reduzir a pressão de deputados e senadores neste período final do ano.
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Com o avanço recente, o volume desembolsado em emendas passou de R$ 30 bilhões no acumulado do ano. Mesmo assim, os dados oficiais mostram que uma parcela relevante dos recursos autorizados ainda não saiu do papel, o que mantém a possibilidade de inscrição como restos a pagar.
Até a última semana de funcionamento do Congresso, o valor efetivamente pago era de mais de R$ 29 bilhões. Do total de mais de R$ 48 bilhões previstos para emendas em 2025, cerca de R$ 45 bilhões foram empenhados, o equivalente a cerca de 93% do montante autorizado. Na fase seguinte, aproximadamente R$ 31 bilhões foram liquidados, enquanto outros R$ 31 bilhões chegaram ao pagamento final.
Na prática, aproximadamente R$ 17 bilhões seguem pendentes de desembolso. Esses valores permanecem comprometidos ou já liquidados, mas não pagos, o que amplia a incerteza sobre a conclusão integral da execução ainda neste exercício.
Mudanças nas regras para as emendas
A execução das emendas em 2025 ocorreu sob novas condições administrativas. O Orçamento foi sancionado apenas em abril, o que concentrou procedimentos no segundo semestre. Além disso, passaram a valer regras mais rígidas para apresentação e liberação dos recursos, aprovadas pelo Congresso em resposta a decisões do Supremo Tribunal Federal.
Essas exigências ampliaram as etapas formais do processo, com ajustes em planos de trabalho, conferência de documentos e checagens adicionais de transparência e rastreabilidade. O governo aponta esse novo fluxo como um dos fatores que influenciaram o ritmo mais lento ao longo do ano.
Os números mostram diferenças relevantes conforme o tipo de emenda. As individuais, de execução obrigatória, lideram os pagamentos, com mais de R$ 19 bilhões liberados. As emendas de bancada estadual somam R$ 6 bilhões, enquanto as de comissão, sem execução obrigatória, acumulam pouco mais de R$ 5 bilhões.
Entre os partidos, o PL aparece na frente, com R$ 3,35 bilhões pagos. Na sequência estão PSD e PT, ambos com R$ 2,25 bilhões, e União Brasil, com R$ 2,24 bilhões. MDB, PP e Republicanos vêm logo depois, com valores que variam de R$ 2,10 bilhões a R$ 1,45 bilhão.
Nos últimos anos, as emendas ganharam peso crescente no Orçamento da União e na relação entre Executivo e Legislativo. O aumento dos valores veio junto de regras que tornaram obrigatória a execução de parte relevante dos recursos e reforçaram o controle institucional, o que mudou a dinâmica da execução orçamentária federal.
Leia também: “Presidente dos Correios diz que estatal precisa de mais R$ 8 bi”





































Os outros bilhões liberados foram para onde ? A procura dessa resposta deveria ser a matéria de um jornalismo de verdade.
Tem de acabar com essa pouca vergonha de usar verba pública para políticos. É compra de apoio.
Isso tem de ser moralizado.
Fim do foro, fim de privilégio, fim de verbas de gabinete.
É salário e pronto.
Servidor de carreira!