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Política

Rui Costa minimiza encontro de Lula com Vorcaro

O dono do Banco Master esteve no Palácio do Planalto pelo menos quatro vezes entre 2023 e 2024, ocasião em que chegou a discutir diretamente com o presidente uma possível negociação de venda da instituição

Rui Costa - Casa Civil
Rui Costa foi governador da Bahia e é o ministro da Casa Civil | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, minimizou nesta segunda-feira, 2, o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em novembro, Vorcaro foi preso depois de uma operação da Polícia Federal para apurar fraudes na instituição bancária, liquidada pelo Banco Central.

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Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto pelo menos quatro vezes entre 2023 e 2024. Em pelo menos uma das ocasiões, em 4 de dezembro de 2024, Vorcaro foi recebido por Lula, conforme foi revelado pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. O encontro não estava na agenda oficial do presidente. Além disso, segundo o Poder360, o banqueiro esteve no Planalto em outras três ocasiões.

Para Rui Costa, essas reuniões fazem parte da rotina institucional do presidente. O ministro disse que o petista recebe lideranças de diferentes setores para tratar de temas institucionais e que num governo democrático isso faz parte da normalidade administrativa.

Segundo Rui Costa, a agenda de Lula inclui empresários, movimentos sociais e representantes de categorias profissionais. Ele afirmou ainda que eventuais equívocos cometidos por agentes desses segmentos não comprometem a agenda presidencial.

Governo se posiciona sobre CPI e investigações

O ministro também disse que o governo federal não vai interferir nas decisões do Congresso Nacional acerca da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Costa relatou que parlamentares do PT, do PCdoB e de partidos aliados já aderiram à proposta. “Não há nenhum posicionamento nosso contra, muito pelo contrário”, afirmou aos jornalistas.

Segundo Rui Costa, a escolha dos instrumentos de investigação é responsabilidade de deputados e senadores, enquanto o Executivo continua a conduzir apurações administrativas e policiais. “Não acho que cabe ao Executivo ficar opinando sobre a forma que o Parlamento decidirá ou não e os caminhos que ele escolherá”, declarou.

Gleisi também defende normalidade de encontro entre Lula e Vorcaro

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também tentou destacar a normalidade das reuniões de Lula com Vorcaro. Segundo ela, o presidente recebe diversos representantes do mercado financeiro, e esses encontros fazem parte da função presidencial. Ela afirmou que não há irregularidade na reunião com Vorcaro e que o Executivo atuou com “estrita técnica e legalidade” na apuração do caso que envolve o Banco Master.

Tramitação da CPI e articulação política

No âmbito legislativo, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou um pedido formal para a abertura da CPI do Banco Master, contando com o apoio de 201 parlamentares. Já Carlos Jordy (PL-RJ) declarou reunir 257 assinaturas de integrantes das duas Casas, incluindo nomes como o senador Fabiano Contarato (PT-ES) e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

Apesar do número suficiente de assinaturas, a condução da proposta está sob influência do centrão, cujo objetivo seria retardar a instalação da CPI diante do risco de que a investigação parlamentar revele uma ampla rede de contatos políticos ligados a Daniel Vorcaro.

Entre os aliados mais próximos de Vorcaro mencionados nos bastidores estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, e Antônio Rueda, dirigente do União Brasil. Ambos teriam participado de negociações para viabilizar a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), operação que acabou sendo vetada pelo Banco Central.

Questionado sobre a atuação do Banco Central no caso, Rui Costa preferiu não emitir críticas, alegando não possuir informações suficientes para avaliar se o órgão deveria ter agido antes.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Bolsonaro em encontro aberto com embaixadores era crime, agora encontro de bandidos no planalto é normal

  2. carlos
    carlos

    Esse sujeito na epoca da pandemia, enquanto governador do Estado da Bahia, justificou o superfaturamento de uma compra de respiradores que nunca foi entregue apesar de quitada, de uma importadora de vinhos ou coisa parecida, com o argumento de que não tinha conhecimento da lingua inglesa, que foi utilizada na redação do contrato com o governo do Estado.
    Além disso, durante a virada de um ano também na pandemia, em que toda a população estava trancafiada em casa, ele escandalizou ou pais ao promover junto com sua mulher um reveillon nababesco , para mais de 500 convidados.
    Acredito que nada mais é preciso dizer sobre esse individuo.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Um companheiro sempre passa pano para o outro, um comunista sempre é cúmplice de outro comunista.🤪

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