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Política

Governo Lula: com rombo recorde, estatais mantêm foco em 'diversidade'

Dirigentes de empresas públicas federais se reuniram na última quinta-feira, 7, para reforçar 'pacto por diversidade, equidade e inclusão'

Governo Lula: estatais devem fechar 2024 com o maior rombo em 15 anos
Estatais tiveram o maior rombo da história em 2024 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de registrarem o maior rombo da história, em 2024, as estatais, no governo Lula, seguem com as políticas de diversidade, equidade e inclusão, agenda rechaçada pelo governo dos Estados Unidos, depois da posse de Donald Trump, e por grandes companhias privadas do mundo.

Na última quinta-feira, 6, dirigentes de 33 empresas estatais federais fizeram a primeira reunião de trabalho para “reafirmar o compromisso com a diversidade, a equidade e a inclusão” que consta de um pacto assinado em novembro do ano passado. 

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Na reunião, os dirigentes de estatais, como os Correios, que lideram o rombo entre as empresas públicas, e a Petrobras, cujo lucro caiu acentuadamente no ano passado, elaboraram um “posicionamento público” no qual ressaltam “a importância da diversidade nas organizações em um momento de grandes debates sobre o assunto”. 

“O texto destaca a diversidade como uma força essencial para as empresas públicas e para a sociedade, promovendo inovação, melhores decisões e desempenho, e enfatiza a necessidade de ações contínuas para assegurar a inclusão e o respeito às diferenças, convidando outras organizações a se engajarem nessa causa”, diz um comunicado do Ministério da Gestão e Inovação.

O presidente Lula está orientando a Petrobras, uma indústria tecnologicamente de ponta no Brasil, a investir gerando empregos | Foto: Ricardo Stuckert/PT
Lula, durante visita à Petrobras | Foto: Ricardo Stuckert/PT

Grandes multinacionais norte-americanas, como Meta, Amazon, Jonh Deere, McDonald’s, Walmart, Victoria’s Secret, Disney, Google, afirmaram justamente o contrário, ao extinguirem as políticas de diversidade, equidade e inclusão, conhecidas pela sigla DEI. A escolha de profissionais com base em critérios raciais e de gênero, por exemplo, não aumenta a produtividade. Investidores e consumidores pressionaram essas companhias a mudarem os rumos, como noticiou Oeste na Edição 239.

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Além das estatais, o “pacto pela diversidade” inclui o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério das Mulheres (Mulheres). 

Leia o posicionamento público Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão

Diversidade é potência. As organizações são diversas. A sociedade é diversa. O mundo é diverso. Muitas vezes, o óbvio precisa ser repetido, para reafirmarmos o que realmente importa: diversidade é potência. 

Avançar em direção a um ambiente verdadeiramente inclusivo não é uma tarefa fácil. Requer coragem para enfrentar desafios gigantescos.  

Os avanços foram obtidos lentamente ao longo dos anos, mediante a atuação do poder público, das empresas e da sociedade. A valorização da diversidade se mostrou eficaz e um diferencial para empresas e organizações que buscam ser mais eficientes, entregar melhores produtos e serviços e tomar melhores decisões. 

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Para que não ocorram retrocessos, são necessárias políticas, programas e atitudes que sustentem a agenda de diversidade. Estamos muito distantes de um ideal, o que requer não apenas a manutenção das ações existentes, mas também a sua ampliação e aprofundamento, alcançando mais pessoas, conectando pautas, estratégias e agendas. 

A pluralidade de pessoas, com características, origens, experiências, crenças e pensamentos diferentes aliada ao respeito e à valorização das diferenças contribui para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Atrai mais gente, retém as pessoas nas instituições, aumenta o engajamento e o senso de propósito de cada uma e cada um que fazem o dia a dia das instituições. 

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Agir para que cada vez mais pessoas diversas sejam incluídas é agir com integridade. É o certo a ser feito e fazer o certo é, sempre, inegociável. A sociedade brasileira precisa estar representada nas organizações. 

Diversidade é potência. Porque é também inovação. Melhora a qualidade e a velocidade das decisões. Potencializa a eficiência, traz novas perspectivas para questões complexas e fortalece a gestão. Diversidade é potência porque é cultura, é estratégia, é desempenho, é engajamento, é valor. Diversidade já se mostrou eficaz e um diferencial para as organizações. 

As lideranças das organizações têm papel essencial. Servem de inspiração e são responsáveis por criar e manter uma cultura baseada na inclusão, onde todas as pessoas tenham a oportunidade de expressar genuinamente a sua identidade, fazer entregas de valor e prosperar. 

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Líderes devem servir como bons exemplos de comportamento inclusivo. Sendo assim, as organizações precisam selecionar e desenvolver lideranças que pratiquem, em seu dia a dia, o respeito a todos os indivíduos, independentemente de suas características e marcadores sociais, combatendo, dentre outros males, o assédio, a retaliação e a discriminação. 

As empresas que compõem o Pacto continuarão sendo guiadas pela valorização da singularidade das pessoas. A contribuição de cada um e cada uma é essencial para que continuemos alcançando os nossos objetivos, individual e coletivamente. Para isso, atuaremos para termos um ambiente de trabalho cada vez mais acolhedor, onde todas as pessoas tenham segurança para serem quem são, sendo ouvidas, respeitadas e incentivadas a desenvolverem seu potencial. Diversidade é potência. 

Cientes do nosso papel estratégico, reafirmamos nosso inequívoco compromisso com essa agenda nas organizações que compõem o Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão das Empresas Estatais Federais, contribuindo para a construção de um país mais justo, inclusivo e sustentável.

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Seguiremos firmes no cumprimento de compromissos assumidos e na implementação de ações efetivas de valorização das diferenças e de promoção da inclusão de pessoas pertencentes a grupos sub-representados. 

As estatais representam cerca de 6% do PIB nacional e empregam mais de 436 mil pessoas. A cadeia de fornecedores é enorme e está presente em todos os estados brasileiros. Esse posicionamento também reforça o nosso compromisso com o Brasil e com a nossa sociedade. 

A ministra de Gestaõ, Esther Dweck, ao centro, durante assinatura do Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais – novembro/2024 | Foto: Divulgação/Governo Federal

Diversidade é potência. O futuro que queremos não será construído apenas por palavras, mas por ações concretas. É preciso intencionalidade, determinação e muito trabalho. A união de nossos esforços é essencial para vivermos em uma sociedade mais justa, em que o respeito aos direitos humanos seja uma prioridade e o bem comum, uma realidade. 

Incentivamos outras organizações, que efetivamente acreditem na sua responsabilidade de permitir que as pessoas desenvolvam todo seu potencial, avaliem a relevância de também emitirem um posicionamento público em defesa da diversidade, da equidade e da inclusão, reafirmando a continuidade de suas iniciativas. 

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Diversidade é potência. O momento é agora. Vamos fortalecer essa agenda, aprofundá-la e avançar e convidamos a sociedade brasileira e as empresas que aqui atuam a fazerem o mesmo. 

As empresas signatárias deste documento são:  Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL), Autoridade Portuária de Santos (APS), Banco da Amazônia (BASA), Banco do Brasil (BB), BB Tecnologia e Serviços (BBTS), Banco do Nordeste (BNB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), CAIXA, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Casa da Moeda do Brasil (CMB), Companhia Docas do Ceará (CDC), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Correios, Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Gestora de Ativos (EMGEA),  Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), Infra SA, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Serviços de Navegação Aérea (Nav Brasil), Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras), Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA), Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e a Telecomunicações Brasileiras S.A (Telebras). 

3 comentários
  1. Domingos Henrique Fazan Caramano
    Domingos Henrique Fazan Caramano

    O custo da INCOMPETÈNCIA!!!
    Brasil insiste em jornada 4 X 3, bandidolatria, cultura woke, banheiros junto e misturado….
    Pobre país!!!

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    É só olhar os resultados obtidos por essas empresas para ver que esse bando de incompetentes está destruindo as empresas . Também é de se pensar que em um país que tem um ladrao condenado e semianalfabeto na presidência da pra imaginar o nível da equipe dele.

  3. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Qualquer iniciativa é valida se se comprova que eficiência e produtividade caminham junto. Diversidade as custas de ineficiência e buracos que devem ser tapados pelos contribuintes não serve. Governos comunistas não sabem o significado do que é eficiência e muito menos produtividade. São especialistas na criação de impostos, burocracia, multas e pontos facultativos.

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