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Política

Governo Lula compra móveis escolares por preço 50% acima do de mercado

Em 2024, FNDE aprovou a compra de carteiras por R$ 3 bilhões, cerca de R$ 1 bi a mais do que o estimado pela CGU

Lula
Lula, durante assinatura de projeto do novo Imposto de Renda - 18.03.2025 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo Lula adquiriu móveis escolares em uma negociação que resultou em preços 50% acima dos de mercado. Foram registradas atas de preços, válidas até setembro deste ano, permitindo aquisições até 2026. A informação é do portal UOL.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) aprovou, em 2024, a compra de carteiras escolares por um valor 50% acima do preço de mercado. O custo total foi de R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão a mais do que a Controladoria-Geral da União (CGU) havia estimado em 2022 ao analisar o edital.

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Um exemplo é o conjunto de mesa para professor, que custava R$ 368,88 em 2022 (ou R$ 387,55, com inflação), mas foi aprovado por até R$ 1.072 no pregão do ano passado.

Com base nessas atas, 14 contratos já foram assinados, somando R$ 21,9 milhões, embora apenas parte das compras tenha sido concluída. Empresas excluídas do pregão alegam que o prazo para reunir a documentação foi curto, reduzindo a concorrência.

“No termo de referência do edital, há a exigência de laudos e documentos de itens lançados há pouco no mercado (…), não sendo possível o atendimento de tais exigências pela grande maioria dos fornecedores”, afirmou a MC Indústria e Comércio de Móveis Ltda.

O FNDE, responsável pelas compras, exigiu laudos e certificações não requeridas pelo Inmetro, justificando que essas medidas são essenciais para garantir a qualidade e a segurança dos móveis nas escolas. “Exigir laudos e certificações de mobiliários escolares é crucial por várias razões”, destacou o FNDE.

Tais exigências visam a assegurar que os móveis atendam às normas que reduzem riscos de acidentes, garantindo qualidade e ergonomia necessárias para o conforto dos estudantes.

CGU já havia avisado governo Lula sobre altos preços

Carteiras escolares no padrão exigido pelo FNDE | Foto: Reprodução/FNDE
Carteiras escolares no padrão exigido pelo FNDE | Foto: Reprodução/FNDE

O FNDE é comandado por Fernanda Pacobahyba, próxima do ministro da Educação, Camilo Santana . O edital foi alvo de questionamentos da CGU em 2022, no governo de Jair Bolsonaro.

O órgão de controle apontou um risco de sobrepreço de R$ 1,6 bilhão e pediu que o FNDE revisasse o edital e a pesquisa de preços. A quantidade inicial de 10 milhões de carteiras foi ajustada, mas os preços do pregão, realizado em junho de 2024, permaneceram acima da média de mercado.

Segundo o edital do FNDE, a inflação de 2023 para móveis escolares foi estimada em cerca de 5 por cento, mas os preços aceitos foram até 176% superiores às referências da CGU.

O pregão permitiu a compra de 4,5 milhões de carteiras escolares, incluindo conjuntos para professores e alunos cadeirantes, com um custo total de R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão acima do estimado pela CGU.

Empresas envolvidas

As estimativas de preço foram mantidas em sigilo, e os lotes foram divididos por região, considerando variações de preço em diferentes partes do país.

Entre as empresas vencedoras estão a Delta Produtos e Serviços, a Incomel Indústria de Móveis e a Maqmóveis Indústria e Comércio de Móveis, entre outras. Algumas delas pertencem à Abime, associação cujas propostas de preços foram questionadas pela CGU.

Procurada pelo UOL, a Abime afirmou desconhecer detalhes específicos sobre o pregão e, portanto, não comentou o assunto.

A Maqmóveis, única empresa a responder ao contato da reportagem, declarou ter cumprido integralmente a legislação vigente e os termos do edital, apresentando preços compatíveis com os de mercado e inferiores aos de muitos outros licitantes, vencendo três lotes.

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6 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    O gosto amargo do governo Lula. Alguém disse que a volta de Lula ao poder seria a volta à cena do crime. Nenhuma novidade. Mais um ato de corrupção nessa compra de móveis escolares com 50% de superfaturamento. Isso é crime. Ficará por isso mesmo? Que gosto tem esse coquetel com a mistura de uma sequência de ingredientes não saudáveis como corrupção, incompetência, gastança, rombo fiscal, aumento de impostos, inflação crescente, desvalorização da moeda, fuga de investidores, escândalos diplomáticos, flertes com ditaduras? Provavelmente gosto deste coquetel se assemelha à substância química benzoato de denatônio, considerado o gosto mais amargo do mundo, pelo Livro dos Recordes Guinness, em 1989.10 de dez. de 2021.

  2. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Roubo em cima de roubo e o TCU e a Suprema Bosta nada vendo!

  3. Christian
    Christian

    Vejam quem são os donos destas empresas e descobrirão onde foi parar este dinheiro…

  4. Paulo Eduardo de Araújo Barnabé
    Paulo Eduardo de Araújo Barnabé

    Cartas marcadas como sempre !!!!!!

  5. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    É comum a corrupção dessa quadrilha

  6. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Quando escolheram o lula para tirar da cadeia e presidir o Brasil, eles sabiam o que pretendiam e o que esperavam de um governo do lula. Não deu zebra, era isso mesmo. Está tudo do jeito que foi planejado. O povo só assiste, os deputados escolhem o hugo motta, os senadores escolhem o alcolumbre, e o povo que pague os seus impostos e taxas e que se dane, e, sobretudo, que não “amole”.

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