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Política

Governo Lula libera trabalho em feriados para bares, cabeleireiros, feiras e parques; entenda

Farmácias, postos de gasolina, padarias e salões de beleza estão na lista

governo lula
Lula recuou sobre uma decisão anterior do próprio governo | Foto: Alessandro Dantas/PT

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a finalizar a lista dos setores que poderão trabalhar durante os feriados, sem precisarem de autorização. A proposta é negociada entre sindicatos e empresas.

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que os seguintes estabelecimentos poderão abrir em feriados, sem negociação coletiva:

  • Farmácias;
  • Postos de gasolina;
  • Comércio de flores e coroas funerárias;
  • Padarias;
  • Salões de beleza;
  • Locadoras de bicicleta;
  • Parques de diversão;
  • Estabelecimentos esportivos;
  • Feiras de livros;
  • Feiras e exposições; e
  • Agências de turismo.

Conforme o jornal Folha de S.Paulo, hotéis, restaurantes, bares e estabelecimentos semelhantes também vão estar na lista. A medida deve contemplar cerca de 200 setores.

Ministro do governo Lula revogou medida de gestão anterior

Em 2023, Marinho revogou uma medida do governo de Jair Bolsonaro que liberava o comércio para o trabalho em feriados sem negociação coletiva.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Foto: MTE
Conforme o ministro do Trabalho, a lei deveria voltar a valer para todas as categorias | Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego

De acordo com o ministro, a medida é contrária à Lei 10.101/2000, que proíbe o trabalho em feriados no comércio.

Em 2021, o ex-presidente liberou o comércio para trabalhar em feriados sem negociação coletiva. À época, Bolsonaro justificou que a decisão aumentaria contratações e número de empregos.

Leia também: “Injustiça”, artigo de Silvio Navarro publicado na edição 202 da Revista Oeste

Conforme o ministro do Trabalho, a lei deveria voltar a valer para todas as categorias. “Não há proibição, apenas a exigência de uma negociação”, disse Marinho à Folha. “O país precisa perder o medo de acordos. O trabalhador tem o direito de se programar.”

A reação à iniciativa resultou em uma negociação entre o ministério, as entidades patronais e os trabalhadores. Depois, o ministério elaborou a lista com 200 setores considerados essenciais, que devem ser liberados da obrigação de negociar.


Estêvão Júnior é estagiário da Revista Oeste em São Paulo. Sob a supervisão de Edilson Salgueiro

1 comentário
  1. Vanildo
    Vanildo

    Não é medo de acordos. É ojeriza a sindicatos e sindicalistas.

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