Governo se sensibiliza com desabafo e reforça estudos sobre isolamento vertical

Na saída do Palácio da Alvorada, uma professora pede a adoção de medidas para retomar o trabalho. Ministros e o presidente Jair Bolsonaro entendem que o depoimento fortalece a necessidade de discutir políticas responsáveis para a retomada econômica
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O desabafo de uma professora clamando pela retomada da atividade econômica repercutiu rapidamente no Palácio do Planalto. A fala sensibilizou ministros e o presidente Jair Bolsonaro. Entre eles, comenta-se que as palavras reforçam a necessidade de trabalhar mecanismos responsáveis de combate ao coronavírus e resgate da economia.

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O governo ainda estuda políticas a ser adotadas e o timing para anunciar ações voltadas à defesa do que o governo chama de isolamento vertical, ou seja, um confinamento que preserva em isolamento social apenas a população idosa e os demais grupos de risco.

Ao menos por ora, não há previsão de o Planalto usar trechos do depoimento em alguma ação comunicativa institucional. Mas o vídeo circula rapidamente na Esplanada dos Ministérios, sobretudo no governo e entre parlamentares aliados a Bolsonaro.

Nele, a mulher, acompanhada dos filhos, pede para voltar a trabalhar. “Não tem condições da gente viver nessa condição. Vai faltar coisas para os meus filhos”, diz. Pondera, ainda, que não deseja o auxílio de R$ 600 do governo federal — que, para ela, caso seja chefe de família, pode chegar a R$ 1,2 mil.

Socorro

Ao desabafar, ela critica exasperadamente a imprensa e pede uma ação dos militares. Pelo que sinalizou, seria algo na linha de cobrança ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para que revogue o decreto que mantém o isolamento até maio. Contudo, a professora não termina a fala e não especifica assertivamente o argumento.

A mensagem de socorro passada pela professora deixa a entender, entretanto, que o pedido do uso dos militares foi uma fala usada no calor do momento. É o que interpretam alguns próprios integrantes oriundos das Forças Armadas no governo, que negam a possibilidade de qualquer ação intervencionista sobre decretos adotados pelos governadores.

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