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Há uma orquestração contra Moro, afirma Marco Aurélio

Decano do STF avalia ser péssima a leitura que a sociedade fará do entendimento do ministro Edson Fachin
Ministro do STF citou, ainda, as mensagens da Vaza Jato
Ministro do STF citou, ainda, as mensagens da Vaza Jato | Foto: Divulgação/Agência Brasil

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, comentou os desdobramentos da decisão do ministro Edson Fachin de anular as sentenças contra Lula. “A leitura que a sociedade faz de um entendimento do STF de anular um processo que já teve decisão das três instâncias inferiores é péssima”, declarou Mello, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira, 9.

Ainda segundo o magistrado, “há uma orquestração para desqualificar Moro, que tem uma folha de bons serviços prestados”. Parte dessa ópera burlesca são as mensagens do caso “Vaza Jato”. Para o juiz do STF, dar credibilidade a essas mensagens é ver “chifre em cabeça de cavalo”. “O diálogo do sistema acusador com o juiz, do advogado com o juiz, da defensoria com o juiz é comum”, acrescentou o decano.

Leia também: “Dez anos depois de pedir votos para Dilma Rousseff, Fachin torna Lula elegível”

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8 comentários

  1. E qual a credibilidade que tem o Sr. Marco Aurélio Mello para criticar a absurda decisão de Fachin? Apenas para lembrar aos esquecidos, no último ato antes do recesso de final de ano de 2018 ele determinou a soltura de todos os presos condenados em segunda instância, inclusive do ladrão-mór . Teve que engolir após a anulação de sua esdrúxula decisão pelo presidente do STF.

  2. Marco Aurélio não convence a ninguém que tenha dois neurônios. É da mesma laia dos demais, que conspurcam sistematicamente o STF por ação, ou por omissão, e isso desde a Ação Penal 470 (Mensalão). Os onze odiados.

    1. Meus caros!! Por um acaso o ministro ANULOU, a partir da origem, os tais processos contra Lula, agora, por que será que ele não tornou o Moro incompetente? Está claro, moro incompetente traria algum descrédito para a campanha 2022. Com Moro e Lula candidatos, terá uma maior divisão de votos e é exatamente o que a esquerda quer para enfraquecer Bolsonaro.
      Lembrando que fachin é PT fidelizado.

  3. O que está esperando o Senado para dar prosseguimento aos pedidos de impeachment de ministros do STF protocolados há tempos??????????!!!!!! O que está esperando o Congresso para apresentar projetos de lei, alguns há anos dormindo em gavetas, para que seja mudado o critério de escolha dos ministros e instituído o mandato com prazo determinado de no máximo 10 anos, sem possibilidade de recondução?????????!!!!! Finalmente, nunca é demais lembrar que a atividade dos ministros é decorrente de uma função de confiança e não de um cargo de provimento efetivo, mediante provas e títulos. Portanto, FUNÇÃO DE LIVRE ADMISSÃO E LIVRE DEMISSÃO. Assim, o Presidente da Republica estará rigorosamente dentro da lei se expedir decretos demitindo todos e convocando juízes e desembargadores para essas funções. Afinal, ninguém nasce ministro e não é obrigado a morrer ministro, bem como ninguém é insubstituível ou indispensável!

  4. Penso que esta correto, mas é muito difícil entender Marco Aurélio, que solta criminoso traficante condenado em 2a.instância utilizando-se de brecha penal.
    Vale dizer que o tal Gilmar Mendes quando ainda advogado geral da união no governo FHC, atacou as decisões do STF dizendo que aquilo era um “manicômio judiciário”.
    Vale dizer que o tal Barroso, assim ofendeu Gilmar Mendes no plenário e ao vivo: “você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia”.
    Barroso também já insinuou no exterior concordar ou ao menos não divergir da “percepção” de que o STF é um obstáculo na luta contra a corrupção no Brasil
    Afinal, quem mais ofende a Suprema Corte que seus próprios ministros?

    1. Cara Arlete, você sabe muito bem que a partir do Sarney, o poder no Brasil se solidificou espraiando-se por todos os setores importantes, Câmara, senado e judiciário além de outros. Ocorre que: não é compensatório o que você falou, por que? Se houver uma maior independência, haverá menos influência entre eles, ou seja, o Presidente indica e o senado confirma, então temos um ministro que, queira ou não tem débito com aqueles que o indicaram, sendo assim, esse sistema, provavelmente nunca irá mudar. Grato.

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