publicidade
Política

Haddad acusa Eduardo Bolsonaro de atuar por 'interesses familiares'

Ministro Haddad acusa Eduardo Bolsonaro de usar influência familiar para provocar tarifa de 50% dos EUA, enquanto deputado defende medida e critica déficit comercial bilateral.

Fernando Haddad | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Fernando Haddad, ministro da Fazenda | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Acusações de que interesses familiares estariam por trás da recente crise comercial entre Brasil e Estados Unidos marcaram declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira, 10. Segundo Haddad, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado, atua nos EUA em favor dos próprios interesses.

Isso teria influenciado a decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados ao país norte-americano.

Receba nossas atualizações

O ministro afirmou que há uma articulação pública, feita por Eduardo Bolsonaro em nome de sua família, para prejudicar o Brasil e pressionar o governo.

“Isso é assumido publicamente pela pessoa que está nos Estados Unidos, em nome da família Bolsonaro, conspirando contra o Brasil e ameaçando o país, dizendo que, se não houver anistia, a situação tende a piorar”, disse Haddad. “O que significa isso? Não conheço precedente histórico para uma coisa tão vergonhosa quanto a atitude dessa família.”

Acusações de Haddad contra Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro não admitiu ter articulado a cobrança | Foto: Reprodução/Flickr/Partido Liberal

Para Haddad, setores econômicos brasileiros ficaram alarmados com o tarifaço de Trump, buscando apoio do governo para lidar com as consequências de uma medida que, segundo ele, foi provocada por interesses pessoais.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, não admitiu ter articulado a cobrança, mas defendeu Trump e criticou o histórico comercial do Brasil com os EUA.

O ministro classificou a sobretaxa de 50% como impraticável tanto do ponto de vista econômico quanto político, demonstrando descrença na manutenção da medida.

Ele ressaltou que, apesar de a tarifa média efetiva dos EUA ser 2,7%, menor que a global de 5,2%, o país adotou uma postura protecionista apenas contra o Brasil. “É um tipo de narrativa que não tem aderência à realidade”, disse. “Se tivesse, nós deveríamos estar negociando, mas nem isso.”

Haddad também destacou que os EUA são o principal investidor estrangeiro no Brasil, além de haver cooperação em áreas estratégicas, como tecnologia e transição energética.

As tarifas de Trump contra o Brasil

Entre as justificativas apresentadas por Trump para a tarifa, está a alegação de perseguição política contra Jair Bolsonaro em razão de investigações sobre suposta tentativa de golpe depois das eleições de 2022.

Trump descreveu a situação como “uma vergonha” e exigiu o fim do processo judicial contra o ex-presidente.

Além disso, Trump alegou que prejuízos econômicos e supostas “ordens secretas e ilegais” contra plataformas de mídia no território americano motivaram as novas tarifas, afirmando que tais ações violariam a liberdade de expressão.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Poste mijado está com inveja do Laranjão. Taxxou mais que ele… hahaha
    Taxxad tomou na Taxxaqueta !

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.