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Política

Haddad minimiza impacto da derrubada da MP da Taxação

Equipe econômica afirma que perda de arrecadação será pequena e que Lula só deve tratar do tema na próxima semana

Ministro Fernando Haddad durante café da manhã com jornalistas
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira, 9, que o impacto da rejeição da medida provisória (MP) sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) será pequeno em 2025. A equipe econômica já discute alternativas para compensar a perda de arrecadação.

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Segundo Haddad, a pasta deve apresentar os cenários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim que ele retornar da viagem à Itália. O governo busca caminhos para reequilibrar o Orçamento diante do recuo no Congresso.

Lula também comentou o tema. Em entrevista pela manhã, declarou que só vai tratar das novas medidas na semana que vem. O petista não antecipou propostas e revelou que o assunto ficará suspenso até sua volta ao Brasil.

A MP retirava isenções e alterava dispositivos ligados ao IOF. O texto perdeu validade depois que o plenário da Câmara aprovou requerimento de retirada de pauta.

Votação na Câmara inviabiliza continuidade da MP da Taxação  

A votação teve 251 votos a favor da exclusão e 193 contrários. A MP 1.303/2025 previa um acréscimo de R$ 31,4 bilhões nas arrecadações de 2025 e 2026 com o aumento do IOF.

A Câmara dos Deputados retirou a medida provisória da pauta e impediu qualquer nova análise. A proposta ainda dependia de votação no Senado, mas perdeu validade à meia-noite. Com isso, o trâmite foi encerrado de forma definitiva.

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A maioria dos votos contrários à MP partiu da maior bancada da Casa. O PL liderou, com 73 votos favoráveis à retirada. Em seguida vieram União Brasil (46), PP (40), Republicanos (29) e PSD (18).

Os partidos de esquerda tentaram manter a medida. Todos os 64 deputados do PT votaram contra a exclusão. Psol, PC do B, PV e Rede também apoiaram integralmente o governo e rejeitaram a retirada da proposta.

Com o resultado, o ministro da Fazenda sinaliza a possibilidade de cortar emendas destinadas a parlamentares. “Pode ser que tenha corte de emenda, mas isso dentro da regra estabelecida pela lei complementar que o Congresso aprovou”, disse Haddad. “Tem uma regra que afeta o Congresso agora.”

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2 comentários
  1. Edson Carlos de Almeida
    Edson Carlos de Almeida

    Jogaram agua no chopp dele , mas tudo bem … é um palerma mesmo .

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