Hang: ‘Queriam me menosprezar e acabar com a minha reputação’

'A cada pergunta que eles faziam para mim, eu destruía a narrativa', afirma dono da Havan sobre depoimento à CPI
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O empresário Luciano Hang, dono da Havan, falou sobre seu depoimento à CPI da Covid
O empresário Luciano Hang, dono da Havan, falou sobre seu depoimento à CPI da Covid | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar, da RedeTV!, nesta sexta-feira, 1º, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, fez um balanço sobre seu depoimento à CPI da Covid. Ele criticou a conduta da cúpula da comissão e afirmou que conseguiu desmontar as narrativas construídas pelos parlamentares que fazem oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Não deveriam chamar lá pessoas que pensassem diferente deles. Eles chamam muitos lá que vão falar o que eles querem. Fui chamado porque era antagonista a eles, e eles queriam me menosprezar e acabar com a minha reputação”, disse Hang, que foi atacado e chamado de “negacionista”, “bobo da corte” e “disseminador de fake news“. “Eles queriam destruir a reputação de alguém que pensa diferente deles. Isso eles não podiam fazer.”

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O empresário afirmou ainda que a maioria dos questionamentos dos integrantes da CPI não tinha nenhuma relação com a pandemia. “As perguntas feitas não tinham nada a ver com covid ou pandemia. Era, desde o princípio, para me afrontar”, afirmou.

Destruindo narrativas

Durante a entrevista, Hang até agradeceu aos senadores por o terem convocado a prestar depoimento à CPI. Segundo ele, foi uma boa oportunidade para desmontar o discurso oposicionista dos comandantes da comissão.

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“A cada pergunta que eles faziam para mim, eu destruía a narrativa, mostrando fatos. Agradeço até por terem me chamado. Muito obrigado”, ironizou o empresário. “Eu não posso me furtar a falar o que eu penso. Tentaram me enquadrar, mas acho que foi um erro estratégico deles. Consegui mostrar para a população que foi um erro deles me convocar. Tentaram passar narrativas, e não fatos.”

Desrespeito à memória da mãe

Luciano Hang demonstrou indignação em relação à postura de alguns integrantes da CPI de explorar a morte da mãe do empresário, vítima da covid-19.

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“O que aconteceu foi lamentável. A CPI entrar no prontuário da minha mãe, expô-lo na imprensa nacional… Vi muito isso na CPI. Eles usam o número de mortes, chorando, mostrando a plaquinha, fazem aquele carnaval todo… É vergonhoso. Eu teria vergonha de ficar sapateando e fazendo carnaval em um enterro”, criticou o empresário. 

Eleição ‘antecipada’

O dono da Havan disse ainda que a intenção dos senadores de oposição ao atual governo era desgastar o presidente Jair Bolsonaro com vistas às eleições do ano que vem.

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“Temos de aguardar as eleições de 2022. Anteciparam tudo. Essa CPI foi criada como palco e também para tentar o impeachment do presidente da República”, acusou Hang.

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Monopólio da informação

Na entrevista, Hang também afirmou que, atualmente, a grande imprensa não detém mais o monopólio da informação, graças à força e ao alcance das redes sociais.

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“Nós, que temos ideias próprias, não podemos falar nada. Hoje não há um caminho único de informação. Nós queremos mais canais de informação”, disse. “O Brasil não pode ter uma informação só. Acho que acabou o monopólio da informação neste país. Temos que ter uma pluralidade de informação.”

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6 comentários Ver comentários

  1. Não foi só o véio. Muita gente foi humilhada e as tentativas de intimidar e menosprezar foi a ideia básica da CPI. Com certeza algumas pessoas processarão os membros da CPI, pois motivos morais, éticos e jurídicos, há.

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