A janela partidária terminou na última sexta-feira, 3. Vinte por cento dos deputados federais trocaram de legenda.
No período de um mês, os deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de partido sem risco de perda de mandato.
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Os dados, coletados pela emissora CNN Brasil, utilizados no cálculo tiveram como base informações da Câmara dos Deputados, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até o sábado 4. Ao menos 128 parlamentares integram a lista de mudanças.
As mudanças na janela partidária de 2026
O PL foi o principal beneficiado pela janela. Segundo a CNN, a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro ampliou a bancada e chegou a 97 filiações, próximo dos 99 deputados eleitos em 2022. Dessa forma, a legenda se manteve como a maior bancada da Casa.
No PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o levantamento indicou ao menos uma baixa: a deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a sigla depois de 37 anos para se filiar à Rede.
A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes no Psol, e se mantém como a segunda maior da Câmara, com 67 integrantes.
O União Brasil registrou o maior número de saídas. Ao todo, 29 deputados deixaram o partido, que compensou parte das perdas com 21 novas adesões.
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O PSDB registrou 11 entradas e sete saídas, chegando a 19 integrantes. Já o PDT apresentou um dos piores desempenhos proporcionais, com uma filiação e oito saídas.
Partidos como PP, PSD e Republicanos registraram equilíbrio entre saídas e novas filiações.
Estimativa de ganhos e perdas por partido:
- União Brasil: 29 saídas e 21 adesões;
- Republicanos: 15 saídas e 15 adesões;
- PSD: 15 saídas e 15 adesões;
- MDB: 13 saídas e sete adesões;
- PP: dez saídas e seis adesões;
- PL: dez saídas e 21 adesões;
- PDT: oito saídas e uma adesão;
- PSDB: sete saídas e 11 adesões;
- PSB: cinco saídas e seis adesões;
- Avante: quatro saídas e uma adesão;
- PRD: três saídas e uma adesão;
- Podemos: duas saídas e 13 adesões;
- Solidariedade: três saídas e duas adesões;
- Rede: uma saída e duas adesões;
- PT: uma saída e uma adesão;
- Cidadania: uma saída e nenhuma adesão;
- Missão: nenhuma saída e uma adesão;
- PCdoB: nenhuma saída e uma adesão;
- Psol: uma saída e uma adesão;
- PV: nenhuma saída e uma adesão.
Com o fim da janela, o próximo passo envolve as convenções partidárias, quando as siglas definem os candidatos que disputarão as eleições deste ano.
Deputados seguem o princípio da fidelidade partidária, no qual o mandato pertence ao partido e, por isso, precisam da janela partidária. Prefeitos, governadores, senadores e o presidente podem mudar de legenda, desde que respeitem o prazo mínimo de seis meses antes da eleição.
Em 2026, os brasileiros vão às urnas no primeiro turno em 4 de outubro.
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