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Política

Janela partidária terminou com 20% de trocas na Câmara

Ao menos 128 deputados mudaram de legendas de olho nas eleições de outubro

Janela partidária registra 20%
PL foi o principal beneficiado pela janela | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A janela partidária terminou na última sexta-feira, 3. Vinte por cento dos deputados federais trocaram de legenda.

No período de um mês, os deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de partido sem risco de perda de mandato.

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Os dados, coletados pela emissora CNN Brasil, utilizados no cálculo tiveram como base informações da Câmara dos Deputados, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até o sábado 4. Ao menos 128 parlamentares integram a lista de mudanças.

As mudanças na janela partidária de 2026

O PL foi o principal beneficiado pela janela. Segundo a CNN, a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro ampliou a bancada e chegou a 97 filiações, próximo dos 99 deputados eleitos em 2022. Dessa forma, a legenda se manteve como a maior bancada da Casa.

No PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o levantamento indicou ao menos uma baixa: a deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a sigla depois de 37 anos para se filiar à Rede.

A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes no Psol, e se mantém como a segunda maior da Câmara, com 67 integrantes.

O União Brasil registrou o maior número de saídas. Ao todo, 29 deputados deixaram o partido, que compensou parte das perdas com 21 novas adesões.

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O PSDB registrou 11 entradas e sete saídas, chegando a 19 integrantes. Já o PDT apresentou um dos piores desempenhos proporcionais, com uma filiação e oito saídas.

Partidos como PP, PSD e Republicanos registraram equilíbrio entre saídas e novas filiações.

Estimativa de ganhos e perdas por partido:

  • União Brasil: 29 saídas e 21 adesões;
  • Republicanos: 15 saídas e 15 adesões;
  • PSD: 15 saídas e 15 adesões;
  • MDB: 13 saídas e sete adesões;
  • PP: dez saídas e seis adesões;
  • PL: dez saídas e 21 adesões;
  • PDT: oito saídas e uma adesão;
  • PSDB: sete saídas e 11 adesões;
  • PSB: cinco saídas e seis adesões;
  • Avante: quatro saídas e uma adesão;
  • PRD: três saídas e uma adesão;
  • Podemos: duas saídas e 13 adesões;
  • Solidariedade: três saídas e duas adesões;
  • Rede: uma saída e duas adesões;
  • PT: uma saída e uma adesão;
  • Cidadania: uma saída e nenhuma adesão;
  • Missão: nenhuma saída e uma adesão;
  • PCdoB: nenhuma saída e uma adesão;
  • Psol: uma saída e uma adesão;
  • PV: nenhuma saída e uma adesão.

Com o fim da janela, o próximo passo envolve as convenções partidárias, quando as siglas definem os candidatos que disputarão as eleições deste ano.

Deputados seguem o princípio da fidelidade partidária, no qual o mandato pertence ao partido e, por isso, precisam da janela partidária. Prefeitos, governadores, senadores e o presidente podem mudar de legenda, desde que respeitem o prazo mínimo de seis meses antes da eleição.

Em 2026, os brasileiros vão às urnas no primeiro turno em 4 de outubro.

Leia também: “PT no Tocantins contesta filiação de Kátia Abreu”

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