Em entrevista ao Arena Oeste desta quinta-feira, 4, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) comentou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu mudanças na composição da Corte e abordou temas como preservação da Amazônia, atuação de ONGs, soberania nacional e eleições de 2026.
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Logo na abertura, Valério criticou o processo em curso no STF. “Esse julgamento envergonha todas as pessoas de bem deste país, porque, na realidade, não é um julgamento, é um trucidamento”, afirmou. Segundo ele, a postura dos ministros leva à perda de confiança da sociedade. “Já está na contagem regressiva para a população como um todo perder o respeito pelo Supremo, que eu já perdi há muito tempo.”
O senador lembrou que é autor de uma proposta de emenda constitucional que limita a duração do mandato dos ministros do STF a 12 anos. “Se o ministro souber que entrou hoje e vai sair daqui a oito, dez anos, ele não faz isso tudo que estão fazendo agora”, disse. O projeto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
A importância da Amazônia
Questionado sobre o desenvolvimento da Amazônia, o senador destacou que o Amazonas preserva 97% da floresta, mas mantém 60% da população abaixo da linha da pobreza. “Tivemos o azar de estar dormindo em riqueza”, disse. “O amazonense do interior é muito pobre, não tem renda, não tem emprego. Se não tenho renda para comprar o sal e o açúcar, o que eu devo fazer? Aproveitar o recurso natural, mas não pode.”
Essa proibição se relaciona com a atuação de ONGs em defesa do meio ambiente na região, tema abordado por Valério quando presidiu a CPI das ONGs no Senado. “Seis ONGs faturaram, no tempo de existência somado, R$ 2 bilhões e 300 milhões”, relatou. Para o senador, o poder dessas organizações estrangeiras interfere na soberania nacional.
O parlamentar ainda defendeu a pavimentação da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. “Somos a única capital no planeta com mais de 2 milhões de habitantes que não é ligada a nenhuma outra capital grande por terra”, afirmou. “A BR é o sonho de todos nós, até para aqueles que querem só passear.” Ele lembrou que, durante a pandemia de covid-19, a falta de estradas dificultou a chegada de oxigênio a Manaus. “Se tivesse asfalto, são 12 horas, nem isso serviu.”
Futuro político de Plínio Valério
Valério anunciou que disputará a reeleição em 2026. Ele avalia que o Senado pode se tornar mais combativo. “Se a gente tiver 27 dos 54 [senadores], pode ter muito mais”, calculou. “Somando aos 15, 18, 20 que chegam lá, quando a gente reúne, a gente chega a 25, 28. Tenho muita esperança disso.”
O senador também sustentou que a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro deve ser ampla. “No Senado, se chegar, passa”, avaliou. “Com certeza, passa. Querem separar: pode, mas o Bolsonaro não. Isso não é anistia. Tem que englobar todo mundo.”
Sobre a próxima eleição presidencial, disse apenas que não apoiará o PT. “Só posso dizer quem eu não vou apoiar: o Lula não vou”, declarou. “O resto eu não sei. Mas o PT, nunca.”
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste






































Imaginem um tribunal do juri julgando um vendedor de algodão que não tinha alvará nem pagava imposto. No juri estava um secretário da fazenda do municipio, uma traficante que foi pega com 200 kg de cocaína, mas solta porque alegou erro ja investigação, um criminoso que matou o pai e a mãe, mas foi solto porque sumiram as provas do crime…. não sei aonde vi coisa parecida…