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Política

Justiça bloqueia mais de R$ 100 milhões de ex-sócio do Banco Master

Os valores estavam aplicados na Reag Trust DTVM, instituição que teve liquidação decretada pelo Banco Central na quinta-feira 15

À esquerda, Augusto Lima, sócio do Banco Master; à direita, Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira | banco pleno
À esquerda, Augusto Lima, sócio do Banco Master; à direita, Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira | Foto: Divulgação/Master

O bloqueio de R$ 112 milhões em nome de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, foi determinado pela Justiça de São Paulo em 29 de abril de 2025, antes mesmo de ele se tornar alvo da Operação Compliance Zero. Os valores estavam aplicados na Reag Trust DTVM, instituição que teve liquidação decretada pelo Banco Central na quinta-feira 15.

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A decisão judicial ocorreu em meio a uma ação movida pela antiga família proprietária do Banco Voiter, vendido ao Master em 2024, que pediu liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master, em busca de garantir o pagamento de uma dívida de R$ 470,5 milhões. O bloqueio, autorizado pela 22ª Vara Cível do TJSP, abrangeu contas de executivos e permaneceu vigente durante oito dias, até que um acordo inicial foi firmado entre as partes.

Detalhamento dos valores bloqueados

Durante o processo, a Justiça localizou diferentes quantias em nome de Augusto Lima em bancos variados: R$ 484 mil no Bradesco, R$ 317,4 mil no Santander, R$ 274,41 no Banco do Brasil, R$ 112,8 milhões na Reag Trust DTVM, R$ 2,3 mil no Master e R$ 0,44 no Pluxee IP. A maior parte dos recursos estava concentrada na Reag.

Ao longo de cinco anos, entre 2020 e 2025, a Reag Investimentos viu seu patrimônio sob gestão crescer de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. Contudo, a empresa passou a ser investigada em operações da Polícia Federal que apuram vínculos entre o PCC e o mercado financeiro da Faria Lima.

Investigações e consequências para a Reag

João Carlos Mansur, fundador da Reag, foi alvo de mandados de busca e apreensão na quarta-feira 14, por ordem do STF, durante a segunda fase da Compliance Zero, que também mirou Nelson Tanure, empresário conhecido por investir em empresas em crise. O Banco Central afirmou que a liquidação da Reag ocorreu por causa das “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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