Lewandowski dá 48 horas para governo se manifestar sobre vacinação de crianças

Ministro do Supremo solicitou uma posição ao analisar um pedido do PT
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Ministro Ricardo Lewandowski. na última sessão plenária deste ano judiciário de 2021 | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Ministro Ricardo Lewandowski. na última sessão plenária deste ano judiciário de 2021 | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski deu 48 horas para o governo federal se manifestar sobre a atualização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19.

Ele solicitou uma posição ao analisar um pedido do PT. O partido quer “um cronograma que viabilize a cobertura vacinal adequada de toda a população infantil antes da retomada das aulas”.

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O governo Bolsonaro também terá de se posicionar sobre a criação de um “Dia D” para imunização ou sobre possíveis datas para implementar mutirões de vacinação.

Após a aprovação da vacina da Pfizer pela Anvisa, o partido afirma que o início da vacinação para essa faixa etária depende “apenas e tão somente do calendário e da logística do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde”.

O parecer da vigilância sanitária apontou eficácia superior a 90% do imunizante para o segmento infantil. A vacina da Pfizer para crianças já está sendo aplicada, por exemplo, nos Estados Unidos.

Ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não há doses da vacina contra covid-19 para vacinar crianças ainda neste ano.

“É preciso ser feita uma análise. A avaliação da Anvisa é uma avaliação, a avaliação feita pela câmara técnica do ministério é outra avaliação. O ministério vai discutir amplamente esse assunto com a sociedade”, afirmou.

A vacina para criança é diferente da versão para adultos. A formulação da dose pediátrica equivale a um terço da usada em pessoas com mais de 12 anos. A orientação é para administração de duas doses, com intervalo de 21 dias.

O presidente Jair Bolsonaro reagiu à decisão da Anvisa. “Não sei se são os diretores e o presidente que chegaram a essa conclusão ou é o tal do corpo técnico, mas, seja qual for, você tem o direito de saber o nome das pessoas que aprovaram aqui a vacina a partir dos 5 anos para o seu filho. (…) Agora mexe com as crianças. Então quem é responsável é você, pai. Tenho uma filha de 11 anos. Vou estudar com a minha esposa qual decisão tomar”, disse, na live.

Em reação, a Anvisa emitiu uma nota dizendo que “está sempre pronta a atender a demandas por informações, mas repudia e repele com veemência qualquer ameaça, explícita ou velada, que venha constranger, intimidar ou comprometer o livre exercício das atividades regulatórias e o sustento de nossas vidas e famílias: o nosso trabalho, que é proteger a saúde do cidadão”.

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