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Política

Liquidante do Master mira R$ 4,8 bilhões ligados a Daniel Vorcaro

Medida busca preservar patrimônio sob suspeita de desvio antes do encerramento da instituição financeira

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A decisão atinge 19 imóveis, 13 empresas e três fundos de investimento | Foto: Reprodução/Esfera Brasil

O liquidante do Banco Master acionou a Justiça para rastrear bens e investimentos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Dados obtidos pelo portal Metrópoles revelam que a medida envolve valores que chegam a R$ 4,8 bilhões.

O processo tramita na 3ª Vara de Falências da Justiça de São Paulo. O liquidante pediu a proteção do patrimônio para garantir o pagamento de credores e impedir a dissipação de recursos sob suspeita. O juiz Adler Batista Oliveira Nobre identificou indícios de movimentações irregulares e autorizou o protesto contra alienações.

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A decisão atinge 19 imóveis, 13 empresas e três fundos de investimento. Parte relevante desses ativos mantém ligação direta ou indireta com Vorcaro e com o seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro.

A decisão torna pública a lista de bens e alerta eventuais interessados sobre riscos jurídicos em negociações. A medida não bloqueia automaticamente as operações, mas pode invalidar aquisições realizadas sobre esses ativos.

Liquidante detalha imóveis de alto valor ligados a Vorcaro

Entre os bens identificados, o liquidante destacou quatro imóveis com valores expressivos. Uma mansão em Brasília, registrada em nome da empresa Super Empreendimentos, aparece avaliada em R$ 36 milhões. A mesma empresa também figura como proprietária de uma cobertura no Jardim Paulista, em São Paulo, estimada em R$ 30 milhões.

Outro imóvel inclui um duplex na Vila Nova Conceição, com valor aproximado de R$ 3,2 milhões. Na mesma região, um apartamento localizado na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek soma cerca de R$ 4,3 milhões.

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A ação também menciona outras 15 matrículas sem valores detalhados. Fora do país, o documento cita uma mansão em Orlando, na Flórida, avaliada em R$ 180 milhões.

A maior parcela dos recursos envolve fundos de investimento. O Astralo 95 aparece como eixo central de diversas transações analisadas pelo liquidante.

Uma das operações citadas envolve a venda de cotas do fundo Hans II por R$ 294 milhões ao fundo Itabuna, que tem o Astralo como cotista único. As cotas haviam sido adquiridas por R$ 2,5 milhões, o que indica um ganho de R$ 292 milhões, conforme a ação.

O documento também descreve transferências do fundo Máxima 2, que teriam alcançado R$ 285 milhões. Outras participações incluem valores de R$ 458 milhões no fundo Termópilas e cerca de R$ 2,1 bilhões no fundo Rio Vermelho.

Operações e ativos ampliam valores investigados

A ação também menciona operações de crédito entre empresas ligadas ao grupo, incluindo contratos que somam R$ 27,5 milhões. Conforme os documentos obtidos pelo Metrópoles, o controle dessas estruturas envolveria fundos administrados por pessoas próximas ao banqueiro.

Materiais analisados pelo liquidante indicam ainda ganhos de capital relevantes. Em dois mandados de segurança apresentados anteriormente, Vorcaro buscou regularizar fundos que resultaram em cobrança estimada de R$ 200 milhões em Imposto de Renda. A ação revela que esse valor decorre de ganhos que podem ter alcançado R$ 800 milhões em 2023.

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O processo também cita negociações que envolvem ativos de alto valor. Entre eles, a venda do Hotel Botanique, em Campos do Jordão, por R$ 150 milhões, além de um jato executivo Gulfstream G700 avaliado em cerca de US$ 80 milhões.

Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestaria sobre o caso.

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