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Política

Lira despacha PEC das decisões monocráticas em reação ao STF

Deliberação do presidente da Câmara dos Deputados é uma resposta à suspensão das ‘emendas Pix’ pelos ministros da Suprema Corte

Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados, em plenário para discussão e votação de propostas (3/7/2024) | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Lira despachou texto da PEC das decisões monocráticas para a CCJ da Câmara | Foto: | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu destravar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto foi despachado, nesta sexta-feira, 16, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A decisão de Lira por dar andamento à PEC das decisões monocráticas é uma resposta à decisão da maioria dos ministros do STF pela suspensão do pagamento das emendas impositivas, que incluem as chamadas “emendas Pix”. Nesta sexta-feira, o plenário virtual da Corte referendou a decisão monocrática de Flávio Dino pela suspensão das emendas até que o Congresso estipule regras de transparência para execução dos recursos.

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A PEC 8/2021, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), foi aprovada pelo Senado Federal em 22 de novembro de 2022, com apoio de 52 senadores — três a mais que o necessário para aprovação do texto. Só 18 senadores foram contrários à proposta. O placar se repetiu nos dois turnos de votação.

Lira coloca PEC das decisões monocráticas em tramitação especial

Depois de aprovação na Casa Alta, o texto foi encaminhado para análise da Câmara. A proposta continuava parada até sexta-feira. A PEC das decisões monocráticas está, agora, em regime de tramitação especial. Será analisada pela CCJ, presidida pela deputada Carol de Toni (PL-SC), que designará seu relator. 

Eis o que estabelece o texto aprovado no Senado:

  • Recesso do Judiciário — em casos de pedidos formulados durante o período, que implique na suspensão de eficácia de lei, será possível conceder a decisão monocrática em casos de grave urgência ou risco de dano irreparável; contudo, o tribunal deve julgar esse caso em até 30 dias após a retomada dos trabalhos, sob pena de perda da eficácia da decisão
  • Criação de despesas — Processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que solicitem a suspensão da tramitação de proposições legislativas, que possam afetar políticas públicas ou criar despesas para qualquer Poder também ficarão submetidas a mesma regra anterior
  • Decisões cautelares — A proposta determina que quando forem deferidas decisões cautelares em ações que peçam declaração de inconstitucionalidade de lei, o mérito da ação deve ser julgado em até seis meses; depois desse prazo, passa a ter prioridade na pauta sobre os demais processos

5 comentários
  1. Andre mendonça
    Andre mendonça

    Embora os 11 de preto tenham meu total desprezo, exigir transparência na destinação e uso do dinheiro público é necessário. A reação da câmara à essa exigência é igualmente repulsiva. Todos os três poderes do Brasil são podres.

  2. José Rubens Medeiros
    José Rubens Medeiros

    A impressão (triste) que me vem à mente é que ENQUANTO NÃO OCORRER UMA INCONTIDA REVOLTA
    INDIVIDUAL E/OU COLETIVA COM DERRAMAMENTO DE SANGUE (espera-se que não seja o sangue de
    inocentes), esse estado de loucura institucional a partir do Judiciário e com a cumplicidade indisfarçada
    do pseudopresidente do pseudossenado federal (sem mencionar o criminoso governo comunista
    entrincheirado nos poleiros da outrora República), NADA VAI MUDAR. O país, isto é, os pagadores de
    impostos, vai(ão) continuar vivendo de INDIGNAÇÕES, ouvindo INDIGNAÇÕES, testemunhando
    INDIGNAÇÕES, cantarolando LAMÚRIAS enquanto esses deletérios (mortalmente deletérios) seres com
    cara de humanos e fantasiados com a ridícula toga, em linha direta, via conluio, com parlamentares
    diametralmente DESQUALIFICADOS, perseverarão em sua sanha diabólica de perseguição e destruição
    do que ainda resta de democracia e da liberdade de todo cidadão.

  3. David Lemos
    David Lemos

    Sempre os interesses da CANALHADA em primeiro lugar! É muito triste e revoltante!
    Lamentavelmente não temos “futuro” …..
    A melhor saída para o cidadão de bem são os aeroportos…..
    Que Deus nos proteja! Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!!!

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