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Política

Lula autoriza retomada de terreno de R$ 40 bi em disputa com o Exército

Área da antiga rodoferroviária de Brasília será usada em projeto que liga concessões ferroviárias a empreendimentos imobiliários

Apae Brasil que anular decreto de Lula contra educação especializada | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Decisão de Lula deve desagradar o Exército | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Ministério dos Transportes a retomar uma área avaliada em cerca de R$ 40 bilhões, atualmente sob posse do Exército. O terreno da antiga rodoferroviária de Brasília tem 4,2 milhões de metros quadrados, o equivalente a quase três vezes o parque Ibirapuera, em São Paulo.

Localizada a nove quilômetros do Congresso Nacional, a área é uma das mais valiosas do Distrito Federal. O terreno é alvo de disputa administrativa e jurídica há mais de um ano entre o Ministério dos Transportes, o Exército e o Governo do Distrito Federal (GDF).

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As informação são do jornal Folha de SPaulo. De acordo com o veículo, Lula conversou sobre o tema em reunião recente com os ministros Renan Filho (Transportes) e Esther Dweck (Gestão e Inovação). No encontro, o presidente autorizou a anulação dos atos que repassaram a área aos militares.

Projeto prevê uso imobiliário para financiar ferrovias

O governo planeja explorar o potencial imobiliário da área para financiar a construção do Veículo Leve sobre Trilhos entre Brasília (DF) e Luziânia (GO). O projeto também prevê a concessão de outros cinco trechos ferroviários de passageiros em diferentes regiões do país.

A partir de 2010, quando a nova Rodoviária Interestadual de Brasília foi inaugurada, a Rodoferroviária deixou de receber os ônibus interestaduais
A partir de 2010, quando a nova Rodoviária Interestadual de Brasília foi inaugurada, a Rodoferroviária deixou de receber os ônibus interestaduais | Foto: Reprodução/ site: arteforadomuseu.com.br

O plano é leiloar o espaço e vincular a exploração imobiliária à construção das ferrovias. Uma adaptação do modelo internacional de real estate, que combina concessões ferroviárias e desenvolvimento urbano.

O projeto incluiria as linhas Londrina–Maringá (PR), Rio Grande–Pelotas (RS), Fortaleza–Sobral (CE), São Luís–Itapecuru Mirim (MA) e Salvador–Camaçari–Feira de Santana (BA). A disputa envolve também interesses de empreiteiras, já que o valor total do empreendimento pode chegar a R$ 200 bilhões.

Exército contesta versão do governo Lula

O impasse começou quando o Ministério dos Transportes descobriu que o terreno, antes vinculado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, foi cedido ao Exército pela Secretaria do Patrimônio da União em 2021. A pasta questionou a legalidade da cessão. Tambémacionou a Advocacia Geral da União e a Controladoria Geral da União para revisar o termo e reverter a posse.

Em nota à Folha, o Exército afirmou que recebeu o terreno em 2006, e não em 2021. Disse também que a área “foi entregue à Força em 2006, por meio de Termo de Entrega e Recebimento firmado com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU)”. Segundo os militares, as tratativas com o GDF começaram em 2021, visando à construção de um hospital militar.

Além disso, o Exército informou que o terreno faz parte do “planejamento estratégico” para a nova Escola de Sargentos e para o hospital militar. O termo com a SPU reconhece a ferrovia e garante à Força “a gestão patrimonial do imóvel, inclusive com a possibilidade de alienação”.

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5 comentários
  1. Luiz Fernando Kehl
    Luiz Fernando Kehl

    A probabilidade de haver corrupção é grande. O petismo tem faro para isso. Quanto aos melancias, merecem o que está ocorrendo, pois são covardes.

  2. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Carta de um Brigadeiro
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  3. David S
    David S

    Este porcaria dá a impressão que quer um confronto com alguém, afim de se exibir para a população, como o senhor resolve tudo.
    Os três neurônios desta pobre figura, com certeza, está cada vez mais deteriorados.
    Pelo valor do terreno, todo cuidado é pouco, trambique a vista….

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