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Política

Lula chama tarifaço de Trump de 'coisa desaforada' durante o G7

Petista afirma que os EUA anunciaram medidas contra o Brasil enquanto negociações comerciais ainda estavam em andamento

Donald Trump e Lula da Silva: encontro indefinido | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
Donald Trump e Lula da Silva: encontro indefinido | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira, 17, a decisão do governo dos Estados Unidos de anunciar novas medidas comerciais contra o Brasil durante negociações em curso entre os dois países. Em entrevista durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, o petista afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, agiu de forma “desaforada”.

“Eu acho que o que ele fez foi uma coisa desaforada para o Brasil. Por isso que eu disse que ele continua agindo como imperador.” Afirmou Lula, “nós estávamos fazendo acordo”.

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O presidente declarou que não buscou uma reunião bilateral com Trump durante o encontro do G7 porque as tratativas comerciais seguem em andamento. Segundo ele, o governo brasileiro foi surpreendido pelo anúncio das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

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Lula voltou a fazer críticas ao governo norte-americano | Foto| Reprodução/ YouTube/ @LulaOficial

Lula também criticou a decisão norte-americana de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O petista disse que já havia tratado do assunto com Trump e sustentou que as facções brasileiras não se enquadram no conceito utilizado pelos Estados Unidos para caracterizar grupos terroristas.

“Essas facções são terroristas para as comunidades, não são terroristas como você pensa”, afirmou.

Lula diz que negociações continuam

Apesar das críticas, Lula afirmou que o diálogo entre Brasília e Washington permanece aberto. Segundo ele, não havia motivo para uma conversa reservada com Trump durante a cúpula.

“Obviamente eu não tinha o que conversar com ele. Não tinha por que pedir bilateral, nós estamos negociando”, disse.

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O presidente declarou ainda confiar na condução das negociações pelo chanceler Mauro Vieira e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Lula também afirmou acreditar na capacidade da Polícia Federal para combater o crime organizado.

Mais cedo, durante uma conversa informal com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, captada por um microfone aberto, Lula voltou a fazer críticas ao governo norte-americano. Na ocasião, afirmou que o Brasil não mantém conflitos com outros países e voltou a demonstrar incômodo com a postura adotada por Washington.

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