O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 8, que os países do Brics se tornaram vítimas de “práticas comerciais injustificadas e ilegais”. Durante reunião virtual com líderes do bloco, ele criticou as medidas adotadas pelos Estados Unidos e as classificou como “chantagem tarifária”.
O encontro, convocado pelo Brasil, que ocupa a presidência rotativa do Brics, reuniu representantes de China, Rússia, Índia, África do Sul, Egito, Indonésia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita. A cúpula durou cerca de uma hora e meia e foi realizada em meio à nova política tarifária da Casa Branca.
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Segundo Lula, medidas unilaterais recentes “transformaram em letra morta princípios basilares do livre-comércio como as cláusulas de Nação Mais Favorecida e de Tratamento Nacional”. Ele acrescentou que “a ‘chantagem tarifária’ está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas”.
O presidente brasileiro também criticou a imposição de sanções secundárias, que, em suas palavras, “restringem nossa liberdade de fortalecer o comércio com países amigos”. Para Lula, o cenário atual representa uma ameaça à governança internacional: “Dividir para conquistar é a estratégia do unilateralismo”.
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A missão do Brics
Em sua fala, Lula argumentou que o bloco tem condições de liderar a “refundação do sistema multilateral de comércio em bases modernas, flexíveis e voltadas às nossas necessidades de desenvolvimento”. Ele destacou que os países do Brics representam 40% do PIB global, 26% do comércio internacional e quase metade da população mundial.
O presidente mencionou ainda os recursos naturais e a capacidade agrícola do grupo. “Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondemos por 42% da produção agropecuária global”, declarou. “Temos entre nós grandes exportadores e consumidores de energia.” Segundo ele, essas características criam condições para uma “industrialização verde, que gere emprego e renda em nossos países, sobretudo nos setores de alta tecnologia”.
Lula ressaltou também o papel do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics, na diversificação das bases econômicas e na promoção de uma “transição justa e soberana”.

Lula cita Palestina em discurso
O discurso do presidente não se limitou ao comércio. Lula cobrou soluções para conflitos internacionais, como a guerra na Ucrânia e a crise humanitária na Faixa de Gaza. “É urgente colocar fim ao genocídio em curso e suspender as ações militares nos territórios palestinos”, afirmou.
Ele também classificou a presença de forças armadas dos Estados Unidos no Caribe como “fator de tensão incompatível com a vocação pacífica da região”. Segundo Lula, o combate ao narcotráfico não pode justificar intervenções militares externas: “O terrorismo e os desafios de segurança pública que muitos países enfrentam são fenômenos distintos e não devem servir de desculpa para intervenções à margem do Direito internacional”.
COP30 em pauta
Outro ponto destacado pelo presidente foi a preparação para a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). Lula disse que o encontro será “o momento da verdade e da ciência” e propôs a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU.
“Além de trabalhar pela descarbonização planejada da economia global, podemos utilizar os combustíveis fósseis para financiar a transição ecológica”, declarou. “Precisamos de uma governança climática mais forte, capaz de exercer supervisão efetiva.”
Lula visita os EUA neste mês
Os líderes do Brics também discutiram a preparação para a 80ª Assembleia-Geral da ONU, que será realizada em Nova York ainda em setembro, e para a Cúpula do G20, em novembro. A reunião virtual, segundo nota do Palácio do Planalto, reafirmou o compromisso do bloco com “a preservação e o fortalecimento do multilateralismo” e com a construção de soluções coletivas para os desafios globais.
Ao final de sua fala, Lula reiterou que o grupo deve chegar unido à 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2026, no Camarões. “O Brics já é o novo nome da defesa do multilateralismo”, encerrou.
Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste








































Verme FDP! Você e sua quadrilha é quem vivem chantageando as pessoas, recolha-se a sua cachaça, seu merda grotesco! Só a galinha te atura, e mesmo assim , com uns chifres bem dados e muito dinheiro.
Pensa que o país irá defende-lo não vai as sanções não são comerciais e sim pelo alinhamento com terrorismo e violação de direitos humanos.
Vai, Lula! Segue tua alucinação, porque os outros membros desse grupinho estão todos calados, te usando como bucha de canhão.
Cachorro cego mija até na perna do dono !
Esse imbecil não sabe de nada !