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Política

Lula lidera videoconferência do Brics, com discurso de Xi Jinping

Nesta segunda-feira, 8, iniciativa do presidente brasileiro reúne os 11 países do grupo em encontro virtual

Lula e Xi Jinping em viagem diplomática na China; países compõem o Brics | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula e Xi Jinping em viagem diplomática na China; países integram o Brics | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Representantes das 11 nações que compõem o Brics se reúnem nesta segunda-feira, 8, em uma videoconferência liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, que deve começar às 9h, no horário de Brasília, ocorre sob presidência rotativa do Brasil e marca a participação confirmada do presidente chinês, Xi Jinping, que fará um discurso diretamente da capital do país, Pequim.

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Além da China e do Brasil, o bloco reúne Rússia, Índia, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Arábia Saudita. O formato virtual foi escolhido para permitir a presença de todos os chefes de Estado a partir de seus próprios países, de modo a facilitar a coordenação entre diferentes fusos horários e agendas.

Encontro diplomático do Brics antecede cúpula virtual

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fala à imprensa na Cúpula do Brics, no RJ — 7/7/2025 | Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A cúpula on-line acontece logo depois de um encontro diplomático que envolveu Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, e Celso Amorim, conselheiro especial de Lula, realizado na última quinta-feira, 4. Segundo o cronograma, Lula vai dirigir as discussões a partir do Brasil, enquanto Xi Jinping fará sua intervenção durante a reunião.

Depois do evento virtual, há a previsão de que os líderes mantenham as conversas em próximos encontros, para seguir o planejamento definido durante o período em que o Brasil ocupa a presidência do bloco.

Um dos objetivos do encontro é debater o sistema multilateral de comércio. A iniciativa visa a fortalecer a posição do Brasil ante as tarifas que os Estados Unidos impuseram a vários produtos brasileiros. A alíquota é de 50%.

Entre os países do grupo, Brasil e Índia são os que mais sentem os reflexos das tarifas. Pessoas a par dos preparativos informaram que a videoconferência não terá foco exclusivo nas tarifas de Trump. Discutirá do mesmo modo o multilateralismo e o sistema internacional de comércio. 

Leia também: “Fora da elite até no Brics”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 279 da Revista Oeste

Além disso, a ideia é coordenar posições para fóruns internacionais, como a Assembleia-Geral da ONU, neste mês. As tarifas de Trump incluem uma ampla lista de exceções, mas o presidente norte-americano condicionou as negociações ao fim do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

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2 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Quem chama o governo do Irã de Hermanos, aproveito o reinado, as eleições de 2026 estão chegando…

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