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Lula garante que a impressão de dinheiro é a solução para o coronavírus

Imagine um cenário assim em meio ao caos provocado pela covid-19
Lula vai trabalhar pela saída de Bolsonaro | Foto: Lula Marques - Agência PT
Lula vai trabalhar pela saída de Bolsonaro | Foto: Lula Marques - Agência PT

Imagine um cenário assim em meio ao caos provocado pela covid-19

Em fevereiro deste ano, a Casa da Moeda começou a incinerar 63,7 milhões de cédulas haitianas inacabadas que foram impressas no governo Lula | Foto: LULA MARQUES/AGÊNCIA PT

O ex-presidente Lula afirmou na quarta-feira 2 que o governo brasileiro precisa colocar mais dinheiro em circulação. Portanto, a Casa da Moeda entraria em cena. A medida, segundo Lula, seria no intuito de atenuar as consequências provocadas pela pandemia de coronavírus na economia brasileira.

“O mesmo governo que diz que não sabe de onde vai tirar os 600 reais pra (sic) pagar os trabalhadores, aparece com 200 bilhões pra (sic) ajudar os banqueiros. O governo precisa gastar quanto for necessário, inclusive imprimindo dinheiro novo. É uma guerra, nós não temos que ter limite”, escreveu o petista no Twitter.

Caso o governo acatasse a ordem do petista, haveria uma falsa sensação de melhora na economia. Isso porque, em seguida, viria a inflação. Tendo bastante dinheiro na carteira, as pessoas comprariam bastante e os produtos ficariam escassos nas prateleiras. Logo, as empresas aumentam o preço das mercadorias.

Para se ter ideia, o governo de Juscelino Kubitschek (JK), na década de 50, adotou a prática para sanar as dívidas criadas por seu projeto nacional-desenvolvimentista. Contudo, o processo de inflação que veio em seguida foi tão violento que só diminuiu décadas depois, com a implantação do Plano Real em 1994.

Imagine um cenário desses em meio ao caos provocado pela covid-19.

Incineração de notas caribenhas

Em fevereiro deste ano, a Casa da Moeda começou a incinerar 63,7 milhões de cédulas haitianas inacabadas. O estoque de notas de 20 gourdes, abandonado havia sete anos em um depósito no Rio de Janeiro, era parte de uma doação de 111,1 milhões de cédulas feita pelo governo Lula depois de um terremoto destruir aquele país em 2010, informou o jornal O Estado de S. Paulo.

Isso porque as cédulas ficaram deterioradas e o tempo trouxe desvalorização à moeda. Caso fosse enviado agora ao país caribenho, o dinheiro valendo menos. Quando as máquinas da Casa da Moeda começaram a rodar as notas, uma cédula de 20 gourdes valia US$ 0,50. Hoje, equivale a apenas US$ 0,20.

Segundo relatório obtido pelo jornal, o custo para do processo de queima é de R$ 5,3 milhões.

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