Lula minimiza proibição de manifestações em Cuba

Em entrevista, ele foi questionado sobre como via a limitação de direitos no país caribenho
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Ex-presidente Lula | Foto: Ricardo Stuckert/Redes Sociais
Ex-presidente Lula | Foto: Ricardo Stuckert/Redes Sociais

O ex-presidente Lula (PT) amenizou a proibição de manifestações em Cuba. Protestos estavam previstos para ocorrer na segunda-feira 15, mas foram frustrados pela ditadura do Partido Comunista.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele foi questionado sobre como via a limitação de direitos no país caribenho após a proibição de atos críticos ao regime.

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“Essas coisas não acontecem só em Cuba, mas no mundo inteiro. A polícia bate em muita gente, é violenta. É engraçado porque a gente reclama de uma decisão que evitou os protestos em Cuba, mas não reclama que os cubanos estavam preparados para dar a vacina e não tinham seringas, e os americanos não permitiam a entrada de seringas”, afirmou.

O petista continuou: “Eu acho que as pessoas têm o direito de protestar, da mesma forma que no Brasil. Mas precisamos parar de condenar Cuba e condenar um pouco mais o bloqueio dos Estados Unidos”.

Os organizadores atribuíram o fracasso da iniciativa a ameaças de prisão e atos de intimidação por parte de autoridades cubanas. Entre as bandeiras do ato estavam: libertação de presos políticos, respeito aos direitos humanos e defesa da democracia.

A jornalista do El País rebateu e disse que é possível fazer as duas coisas: “condenar o bloqueio e pedir liberdade nas ruas aos opositores”.

Lula respondeu: “Quem decide a liberdade de Cuba se não o povo cubano? O problema da democracia em Cuba não será resolvido instigando os opositores a criar problemas para o governo. Será conquistada quando o bloqueio acabar”.

Na entrevista, o petista ainda foi perguntado sobre a situação da Nicarágua, em que o ditador Daniel Ortega venceu eleições que não foram reconhecidas pela comunidade internacional.

Nos meses anteriores à votação, dezenas de opositores de Ortega, incluindo sete candidatos presidenciais, foram detidos sob acusações de conspiração e outros crimes, o que abriu caminho para a sua vitória.

“Não posso julgar o que aconteceu na Nicarágua. Eu fui preso no Brasil. Não sei o que essas pessoas fizeram. Só sei que eu não fiz nada. Na Venezuela espero que se Maduro ganhar [nas eleições regionais e locais] se acate o resultado, e se perder também”, afirmou Lula.

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12 comentários Ver comentários

  1. Não sei quando, nem quando, tampouco de quem … ouvi (ou li) que o político diz sempre FALEM MAL, MAS FALEM DE MIM. É isso que o Lula quer. Enterrem de uma vez essa aberração.

  2. Na falta de seringas, os cientistas de Cuba deveriam ter criado uma vacina que seria inoculada pela fumaça dos charutos, aqueles mesmos que foram dados em garantia pelos empréstimos impagáveis concedidos pelos governos petistas… No Brasil, aliás,
    todos têm o direito de protestar e também de cancelar os protestos por falta de manifestantes!

  3. O que será que o morto-vivo negociou na França algum benefício ao Brasil? Ou, mais crível, recebeu propina retirada dos direitos humanos de locais onde a liberdade é cerceada – tudo a ver com ele.

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