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Política

Lula resiste ao Conselho de Paz em meio à crise no Irã

Planalto aponta ataques do último sábado, 28, e risco de esvaziar ONU como entraves à adesão

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Em janeiro, Lula sugeriu a Trump que o foco do órgão ficasse restrito à Faixa de Gaza | Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve rejeitar o Conselho de Paz, de Donald Trump, iniciativa articulada pela Casa Branca para criar um novo fórum de mediação internacional. A avaliação brasileira considera que o momento geopolítico inviabiliza a adesão ao colegiado. A informação é da CNN Brasil.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, será o líder do grupo com aliados estratégicos. No entanto, o Planalto enxerga risco político e institucional na proposta. A ofensiva militar contra o Irã, conduzida por norte-americanos e israelenses no último sábado, 28, alterou o ambiente diplomático.

Conselho de Paz enfrenta questionamentos no Itamaraty

Integrantes do governo afirmam que a escalada compromete a credibilidade de qualquer estrutura paralela de pacificação. O Brasil sustenta que debates sobre segurança internacional devem ocorrer no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

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Diplomatas defendem a ideia de que a Organização das Nações Unidas mantém legitimidade jurídica e reconhecimento global. Criar um novo conselho poderia enfraquecer a estrutura multilateral existente.

Lula sugeriu, em conversa telefônica no início do ano, que o foco do órgão ficasse restrito à Faixa de Gaza. O presidente também defendeu a inclusão de assento para a Palestina. A Casa Branca não avançou nessa sinalização.

No Itamaraty, técnicos questionam a base legal do eventual conselho. Eles avaliam que o colegiado carece de mandato formal e critérios claros de atuação. A abrangência do projeto também gera dúvida. Interlocutores perguntam como o grupo lidaria com conflitos além do Oriente Médio.

A visita de Lula à Casa Branca ainda aguarda confirmação oficial. O governo monitora os desdobramentos no Irã e evita ampliar ruídos bilaterais.

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Fontes avaliam que a divergência não compromete o canal direto entre Lula e Trump. Ainda assim, a recusa ao conselho do presidente norte-americano sinaliza posicionamento estratégico da política externa brasileira. O governo tem reforçado o discurso em defesa do multilateralismo.

2 comentários
  1. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Zero surpresa esse comunista se posicionar no lado errado da história. Cansou de dar mostras do que ele defende e pretende. Só imbecil para não ver.

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