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Política

Magno Malta se acorrenta no Senado e pressiona Ciro Nogueira; assista

Senador protesta contra a prisão de Bolsonaro e quer que o presidente do PP assine pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Acorrentado a sua mesa no Senado, Magno Malta observa o celular: cresce a pressão pelo impeachment de Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais
Acorrentado a sua mesa no Senado, Magno Malta observa o celular: cresce a pressão pelo impeachment de Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução/Redes sociais

O senador Magno Malta (PL-ES) se acorrentou à mesa do plenário do Senado na madrugada desta quarta-feira, 6, como parte da obstrução iniciada pela oposição no dia anterior. O grupo ocupa o espaço em protesto principalmente à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para pressionar a cúpula do Congresso.

“Nós nos acorrentamos para dar uma clara lição ao presidente do Senado: não sairemos deste lugar”, afirmou Malta nas redes sociais. Na Câmara, parlamentares oposicionistas, da mesma forma, protestam com esparadrapos na boca e ocupação da mesa diretora.

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Magno Malta: pressão a Alcolumbre e Motta

Os alvos principais da mobilização são os presidentes das duas Casas Legislativas: o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que comanda a Câmara, e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado. O grupo exige que ambos pautem a votação de medidas como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo Bolsonaro, o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado.

Em tentativa de abrir diálogo, Alcolumbre e Motta convocaram reuniões de líderes para esta tarde. No entanto, a oposição se recusou a participar, alegando que só aceitaria conversar sem a presença de representantes do governo federal.

Leia também: “O tirano do Brasil”, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

A decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro se baseou em supostas violações de medidas judiciais anteriores. Segundo Moraes, o ex-presidente teria agido de forma “deliberada e consciente” para obstruir investigações, coagir autoridades e desrespeitar decisões do STF.

Além de defender publicamente o impeachment de Moraes, Magno Malta passou a pressionar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) para que apoie a medida. Presidente do PP e aliado de Bolsonaro, Nogueira foi um dos primeiros a visitar o ex-presidente depois da decisão judicial que autorizou a visita de aliados.

“Quem está oprimindo Bolsonaro? Alexandre de Moraes. Quem está pisando em Bolsonaro? Alexandre de Moraes. Quem está fazendo a família dele chorar? Alexandre de Moraes. Quem está humilhando Jair Bolsonaro? Alexandre de Moraes”, afirmou Malta em discurso, cobrando coerência de Nogueira.

Uma assinatura para início de processo

Segundo o senador, uma única assinatura de parlamentar já seria suficiente para obrigar o presidente do Senado a dar seguimento ao processo de impeachment, o que afastaria Moraes por 180 dias enquanto são conduzidas as investigações.

“Bolsonaro está sendo massacrado e humilhado pelas mãos de Alexandre de Moraes. Eu não vejo motivo para não assinar o impeachment”, declarou Malta, ressaltando que não pode falar pelos colegas, mas considera a medida urgente e necessária.

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