Depois da denúncia de envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado, a maioria dos militares apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) optou por deixar a ativa e migrar para a reserva do Exército. Entre os 20 réus desse grupo citados pelo órgão, 16 solicitaram transferência para a reserva, de acordo com levantamento obtido pelo jornal O Globo.
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Na última terça-feira, 2, o tenente-coronal Mauro Cid, delator e réu no processo, solicitou baixa da ativa. O Exército informou que todos esses oficiais cumpriram o tempo necessário de serviço para a mudança, com exceção de Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele pediu a transferência pela chamada cota compulsória.
Permanecem ativos apenas quatro coronéis das Forças Especiais. São eles: Helio Lima, Rodrigo de Azevedo, Ronald Araújo e Sérgio Cavalieri, todos incluídos no núcleo militar da denúncia.
Envolvimento no suposto golpe e justificativas dos oficiais
A PGR afirma que esses oficiais participaram da elaboração de planos para facilitar a suposta tentativa de golpe, como o chamado “Copa 2022”, ao lado do general Mario Fernandes, já transferido à reserva e também integrante das Forças Especiais. No caso de Cid, seu advogado justificou que ele não teria mais “condições psicológicas” de continuar na carreira militar.
Embora os demais não tenham apresentado justificativas formais, a avaliação do Alto-Comando é que o ambiente não favorecia a permanência dos acusados na ativa. A saída desses oficiais seria um fator de redução de tensões internas e de incentivo à renovação dos quadros.
Estratégias e impactos das transferências

Conforme o Globo, o Quartel-General do Exército interpretou o pedido de Mauro Cid como movimento estratégico para tentar diminuir a resistência do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao acordo de colaboração, que prevê pena máxima de dois anos. Oficiais condenados a mais de dois anos de prisão podem perder a patente e ser declarados indignos, conforme o estatuto militar.
A cota compulsória permite a passagem para a reserva remunerada, por iniciativa própria ou necessidade da Força, quando não há vagas suficientes para promoção. O comandante Tomás Paiva deve autorizar a solicitação de Cid, que já reunia critérios para promoção a coronel. Apesar disso, houve o veto de sua ascensão no ano passado, em razão das investigações e de falta de função ativa.
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Além de adequar-se ao tempo mínimo exigido, apresentar o pedido dentro do prazo e atender à cota da patente, Cid cumpre outros requisitos. Entre eles, mais de 25 anos de serviço e seu afastamento ser considerado conveniente para o Exército.
No entanto, a transferência à reserva não impede que os réus respondam a processos no Superior Tribunal Militar. Isso porque as decisões dessa instância não dependem do Comando do Exército.





































Carta de um Brigadeiro
Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
Hoje perdemos a maior delas!
Perdemos nossa Coragem!
Perdemos nossa Honra!
Perdemos nossa Lealdade!
Não cumprimos com o nosso Dever!
Perdemos a nossa Pátria!
Eu estou com vergonha de ser militar!
Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
Joguem todas as nossas canções no lixo!
A partir de hoje, só representam mentiras!
Como disse Churchill:
“Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
Generais não serão mais representantes de suas tropas.
Perderão o respeito dos honestos.
As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
Mas outros, civis, conseguiram!
A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
Isso também não aconteceu?
Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
Não vai ser agora que irão.
Ah, sim, generais:
Entrarão para a História!
Pela mesma porta que entrou Calabar.
QUE VERGONHA!
Assina:
Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini