Mal-estar na cúpula da CPI se torna público e Aziz expõe crise com Renan

Presidente da comissão acusou relator de vazar parecer para criar constrangimento a senadores e 'blindar' texto de mudanças
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O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Senadores do grupo majoritário da CPI da Covid admitiram nesta segunda-feira, 18, um “mal-estar” entre eles após o relator Renan Calheiros (MDB-AL) vazar a veículos de imprensa a minuta do relatório final da comissão.

O documento chegou às mãos de jornalistas antes mesmo que parlamentares do chamado “G7” tivessem acesso ao seu teor e pudessem discutir pontos considerados controversos.

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A leitura do parecer será na quarta-feira 20, mas, até que se encontre uma solução, a votação, que ocorreria nesta semana, ficou para a semana que vem. Por ora, Renan Calheiros (MDB-AL) está isolado.

“Já que vazou, acabou sendo bom. O debate tem de ser público. Cada um deve dizer o que defende”, afirmou Calheiros.

O petista Humberto Costa não escondeu o descontentamento. “Não estou aqui querendo colocar fogo onde já há muito fogo, mas imagino que o problema foi gerado por essa situação, mas eu creio que há como superar esse problema.”

Aziz fala em estratégia de Renan

Hoje, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), acusou Renan Calheiros de vazar seu parecer à mídia como uma estratégia para criar constrangimento a senadores que discordassem de parte do conteúdo.

“Hoje, não tenho direito de me contrapor ao relatório do senador Renan, [se não] parece que a gente se entregou ao Bolsonaro, ou que está protegendo o filho do Bolsonaro”, declarou Aziz a jornalistas.

“Seria correto e de boa idoneidade para a unidade do grupo a gente saber do relatório hoje, discutir ponto a ponto. Não depois, pela imprensa. É aquele negócio, não é? Marido traído é o último a saber”, continuou.

Entre os pontos mais controversos mesmo entre o “G7” estaria a tentativa de imputar ao presidente Jair Bolsonaro o crime de genocídio contra a população indígena.

“Não adianta te acusar de dez coisas. Preciso te acusar de uma coisa bem-feita e você sair condenado do mesmo jeito”, declarou Aziz.

“Tudo que saiu na imprensa, eu vou exigir que não saia do relatório. Ele não tem direito de jogar e depois tirar. Minha sugestão é que ele mantenha tudo o que vazou”, disparou.

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