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Política

Marcos do Val nega acordo com STF para flexibilizar medidas cautelares

Alexandre de Moraes liberou o senador do uso de tornzeleira eletrônica e o uso de redes sociais

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

De volta às redes sociais, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) usou o Instagram e o YouTube para negar que a flexibilização das medidas cautelares que o atingiam fosse fruto de uma negociação com o Supremo Tribunal Federal (STF). Na última sexta-feira, 29, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu parte das restrições.

A decisão revoga o uso de tornozeleira eletrônica, libera o pagamento de salário e todas as verbas de gabinete e desbloqueia os bens e o uso de redes sociais. Marcos do Val ainda está proibido de sair do Brasil e continua com os passaportes retidos.

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No mesmo período, Marcos do Val enviou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de licença de suas funções, o que gerou especulações sobre um possível acordo para aliviar as sanções judiciais impostas. Hipótese que do Val nega.

Durante uma transmissão ao vivo nas redes, o senador refutou qualquer pacto com Alexandre de Moraes. Ele reconheceu, porém, que a atuação de Alcolumbre foi fundamental para a revisão das restrições.

“Não houve ‘acordão’. Eu sequer me comuniquei com Alexandre [de Moraes], nem oficialmente, nem por documento”, afirma. “Quem tratou tudo foi a advocacia do Senado e Davi Alcolumbre, como presidente do Congresso.”

Motivações para a licença e retorno ao Senado

O parlamentar alega que a licença do mandato tem como finalidade dedicar-se à família, da qual estava afastado desde a imposição das medidas cautelares. Ele relatou ter solicitado à advogada-geral do Senado, Gabrielle Tatith Pereira, que a licença mínima fosse de 30 dias, diante da necessidade de passar um tempo com os familiares.

“Quando começou a circular no meio político que o senador Marcos do Val teria suas cautelares derrubadas, a primeira coisa que eu fiz para a dra. Gabriela [Gabrielle Tatith Pereira, advogada-geral do Senado] foi pedir para ela que incluísse, pelo menos, 30 dias de licença porque eu precisava ficar com a minha família, que tem seis meses que eu não a vejo”, conta.

O pedido de afastamento foi acompanhado por um laudo médico que atesta a necessidade de tratamento de saúde. Neste sábado, 30, o senador publicou um vídeo se exercitando em uma esteira e portando uma arma, reiterando a intenção de voltar ao Senado “em alguns dias” e reafirmando a negativa de um acordo.

“Tempo de retomar os treinos, cuidar da minha saúde e da minha família. Em alguns dias, estarei no Senado renovado e ainda mais combativo”, escreveu. “‘Acórdão’? Não negocio a minha honra e nem a minha história!”

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