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Política

Mauro Cid depõe durante duas horas na PF

Processo de investigação interroga militar pela 14ª vez na tentativa de encontrar elementos que reforcem tese de golpe de Estado

mauro cid
O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado - 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), deixou a sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, nesta quinta-feira, 5. O militar prestou novo depoimento para falar principalmente sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, conforme sustentam autoridades do Judiciário

A oitiva, que teve início às 15h, durou quase duas horas, terminando pouco depois das 16h30. Ao deixar a sede da PF, Mauro Cid evitou, no entanto, falar com a imprensa e seguiu em silêncio enquanto deixava o local.

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PF questiona suposto plano para matar autoridades

Durante o depoimento, agentes da PF fizeram diversos questionamentos a Cid. As perguntas tinham relação com o hipotético plano que recebeu o nome de “Punhal Verde e Amarelo”. O plano teria, primeiramente, o objetivo de matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O novo interrogatório ocorreu duas semanas depois de Mauro Cid prestar depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, que manteve os benefícios da delação premiada. A delação esteve em risco de anulação depois de a PF dizer que havia  contradições e omissões em declarações anteriores sobre o caso.

Mauro Cid, ao lado de Jair Bolsonaro, é um dos 37 indiciados no inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. O inquérito está na Procuradoria-Geral da República (PGR). Cabe ao procurador-geral Paulo Gonet decidir se vai apresentar ou não denúncia contra os indiciados. A decisão, contudo, deve sair somente depois do Carnaval de 2025.

O STF manteve a delação de Mauro Cid depois de o militar fornecer informações em detalhes a Alexandre de Moraes sobre a atuação do general Walter Braga Netto no suposto golpe. Braga Netto foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa que tentava a reeleição em 2022.

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A Polícia Federal já ouviu Mauro Cid em 14 oportunidades. As autoridades o investigam por participação em crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

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8 comentários
  1. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    No devido momento o Sistema ira descartar todos os melancias, sempre foi assim. Ninguem engole ou aceita um traidor, sempre foi assim. Para todos os Judas só resta a saida de uma boa corda e o arrependimento por tudo que fez. SERA QUE ESSE MILITAR É UM TRAIDOR OU TUDO NA PASSA DE UM GRANDE TEATRO ?
    Carta de um Brigadeiro
    Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
    Hoje perdemos a maior delas!
    Perdemos nossa Coragem!
    Perdemos nossa Honra!
    Perdemos nossa Lealdade!
    Não cumprimos com o nosso Dever!
    Perdemos a nossa Pátria!
    Eu estou com vergonha de ser militar!
    Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
    Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
    Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
    Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
    Joguem todas as nossas canções no lixo!
    A partir de hoje, só representam mentiras!
    Como disse Churchill:
    “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
    E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
    A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
    Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
    Generais não serão mais representantes de suas tropas.
    Perderão o respeito dos honestos.
    As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
    Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
    Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
    Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
    Mas outros, civis, conseguiram!
    A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
    E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
    E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
    Isso também não aconteceu?
    Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
    Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
    Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
    NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
    A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
    O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
    Não vai ser agora que irão.
    Ah, sim, generais:
    Entrarão para a História!
    Pela mesma porta que entrou Calabar.
    QUE VERGONHA!
    Assina:
    Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

  2. José Maria (Zema)
    José Maria (Zema)

    Mauro Cida já foi quebrado por prisões, ameaças e seções de torturas disarçadas de interrogatórios,e fala o que eles quisererem. Jó confidenciou isso.

  3. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    14º interrogatório mas parece uma discussão sobre versões, cada vez que a PF/DOPS lança um novo relatorio lá vai o CID para confirmar o que está escrito. Esse militar é amostra do que são feitos os oficiais das Fracas Armadas, todos pelo soldo e aposentadoria

  4. José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho
    José Eduardo Ferreira Prado de Carvalho

    O que mais indigna, é a inanição do poder legislativo, a imunidade parlamentar foi simplesmente eliminada da CF pelo STF e agora estão utilizando de tortura para pesca de ou fabricação de provas, coisa já confirmada nas denúncias feitas pelo Intercept Brasil.

    1. R Fortes
      R Fortes

      Exato. Lira e Omisso Pacheco, são comparsas e cúmplices na manipulação das prioridades de pautas por interesses pessoais. Crime de Prevaricação, que está previsto no artigo 319 do Código Penal Brasileiro.

    2. José Maria (Zema)
      José Maria (Zema)

      Seguem as torturas pelos que bradavam “Tortura, nunca mais!”.

  5. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Canalhas, covardes , o que estão torturando esse Mauro Cid é brincadeira, querem a todo custo que ele conte narrativas para incriminar Bolsonaro.

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