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Política

Mendonça barra dados sobre morte de ‘Sicário’, aliado de Vorcaro, à CPI

A solicitação envolvia também dados de investigações da Polícia Federal sobre fraudes no Banco Master

andré mendonça
O ministro André Mendonça, durante uma sessão plenária no STF — 11/3/2026 | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro André Mendonça, barrou o envio de informações sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A solicitação envolvia também dados de investigações da Polícia Federal (PF) sobre fraudes no Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

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Em resposta formal encaminhada ao senador Fabiano Contarato (PT-CE), presidente da CPI, Mendonça explicou que os dados requisitados permanecem sob sigilo, pois as diligências policiais ligadas aos dois casos seguem em andamento. O ministro do STF destacou que o compartilhamento das informações dependerá da conclusão das investigações conduzidas pela PF.

Sigilo das investigações e Operação Compliance Zero

“Nada obstante a superlativa relevância que possui a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar e investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas em território nacional, considerando que os pedidos contidos nos Requerimentos nº 211 e nº 237, de 2026, aprovados no âmbito do colegiado legislativo investigativo, buscam o compartilhamento de dados e elementos informativos colhidos nos processos judiciais em trâmite neste Supremo Tribunal Federal, sob minha relatoria, atinentes à Operação Compliance Zero, e, de modo mais específico, quanto às investigações promovidas sobre o Banco Master S.A., e o óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão”, afirmou Mendonça.

O magistrado acrescentou que, “em relação a ambos os fatos remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de suas excelências”.

Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste

O caso Sicário e sua ligação com o Banco Master

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado Sicário, havia sido preso pela PF no início de março. Ele tentou tirar a própria vida enquanto estava custodiado na Superintendência da PF em Minas Gerais. Ele chegou a ser internado, mas morreu dias depois.

As investigações apontam Sicário como membro da chamada “A Turma”, de Vorcaro. O grupo seria responsável por ameaças e intimidações contra opositores do banqueiro, segundo apuração policial

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