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Política

Mensagens com 'Sicário' levaram pai de Vorcaro e agentes da PF à prisão

Perícia em conversas de braço direito do ex-banqueiro revela rede de espionagem e uso de dados sigilosos para perseguir opositores

Luiz Phillipi Mourão, o Sicário de Vorcaro, morto em 6 de março deste ano | Foto: Reprodução/Redes sociais
Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, morto em 6 de março deste ano | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal (PF) deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero com foco no grupo “A Turma”, braço operacional de Daniel Bueno Vorcaro. A ofensiva baseia-se em mensagens periciadas de Luiz Phelipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O conteúdo revela que Mourão coordenava ações de intimidação e coerção contra adversários do ex-banqueiro.

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Os diálogos mostram que “Sicário” tinha acesso a informações sigilosas da própria PF e do Ministério Público Federal. O grupo utilizava esses dados, obtidos por meio de invasões de dispositivos informáticos e consultas indevidas a sistemas governamentais, para monitorar e ameaçar autoridades e jornalistas.

Conexão com agentes públicos

A perícia identificou que Mourão mantinha contato direto com servidores da PF para abastecer a organização criminosa. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é apontado como um dos principais solicitantes e beneficiários desses serviços ilícitos. Além de demandar as ações do grupo, Henrique atuava como operador financeiro para custear a estrutura.

A operação resultou na prisão de um agente da ativa e no afastamento de uma delegada da PF em Minas Gerais. Os investigadores sustentam que a metodologia do grupo permitia o acesso a bancos de dados de organismos internacionais, incluindo Interpol e FBI.

Vigilância e monitoramento ilegal

Mourão exercia papel central na montagem de uma estrutura de vigilância voltada a neutralizar quem contrariasse os interesses da família Vorcaro. As mensagens revelam que o grupo monitorava a rotina de desafetos e buscava informações estratégicas para antecipar passos de investigações oficiais.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou as prisões preventivas e as buscas com base no risco de continuidade dos crimes e de destruição de provas. A defesa de Henrique Vorcaro ainda não se manifestou sobre o conteúdo das mensagens nem sobre a prisão ocorrida nesta quinta-feira.

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