A Polícia Federal (PF) deflagrou a sexta fase da Operação Compliance Zero com foco no grupo “A Turma”, braço operacional de Daniel Bueno Vorcaro. A ofensiva baseia-se em mensagens periciadas de Luiz Phelipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O conteúdo revela que Mourão coordenava ações de intimidação e coerção contra adversários do ex-banqueiro.
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Os diálogos mostram que “Sicário” tinha acesso a informações sigilosas da própria PF e do Ministério Público Federal. O grupo utilizava esses dados, obtidos por meio de invasões de dispositivos informáticos e consultas indevidas a sistemas governamentais, para monitorar e ameaçar autoridades e jornalistas.
Conexão com agentes públicos
A perícia identificou que Mourão mantinha contato direto com servidores da PF para abastecer a organização criminosa. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é apontado como um dos principais solicitantes e beneficiários desses serviços ilícitos. Além de demandar as ações do grupo, Henrique atuava como operador financeiro para custear a estrutura.
A operação resultou na prisão de um agente da ativa e no afastamento de uma delegada da PF em Minas Gerais. Os investigadores sustentam que a metodologia do grupo permitia o acesso a bancos de dados de organismos internacionais, incluindo Interpol e FBI.
Vigilância e monitoramento ilegal
Mourão exercia papel central na montagem de uma estrutura de vigilância voltada a neutralizar quem contrariasse os interesses da família Vorcaro. As mensagens revelam que o grupo monitorava a rotina de desafetos e buscava informações estratégicas para antecipar passos de investigações oficiais.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou as prisões preventivas e as buscas com base no risco de continuidade dos crimes e de destruição de provas. A defesa de Henrique Vorcaro ainda não se manifestou sobre o conteúdo das mensagens nem sobre a prisão ocorrida nesta quinta-feira.
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