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Política

PF prende hackers e agentes suspeitos de servir a Vorcaro

Nova fase da Operação Compliance Zero revela rede de invasão de sistemas e remoção de conteúdo negativo para proteger ex-banqueiro

O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X
O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X

A Polícia Federal (PF) prendeu três hackers e um agente da ativa nesta quinta-feira, 14, na sexta etapa da Operação Compliance Zero. Eles prestavam serviços para o grupo “A Turma”, braço de intimidação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo central dos ataques era derrubar notícias negativas na internet e invadir computadores para obter dados sigilosos.

A operação também prendeu Henrique Vorcaro, pai do antigo dono do Banco Master. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou sete prisões preventivas e 17 mandados de busca em endereços ligados ao esquema. A investigação foca crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e violação de sigilo funcional.

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Espionagem e proteção digital

Os hackers agiam para manipular a imagem pública de Daniel Vorcaro. Além de deletar conteúdos críticos, os invasores tentavam impulsionar postagens elogiosas de forma artificial. O grupo trabalhava sob as ordens de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, que chefiava a milícia privada do banqueiro antes de cometer suicídio na prisão.

A participação de um agente da PF da ativa e o afastamento de uma delegada em Minas Gerais reforçam a suspeita de aparelhamento do órgão. Os policiais facilitavam o acesso a informações protegidas que serviam para coagir desafetos da família Vorcaro. Um delegado aposentado também foi alvo de vistorias em sua residência.

Coação e invasão de sistemas

A Polícia Federal apura se Henrique Vorcaro financiava as invasões de dispositivos informáticos. O grupo “A Turma” utilizava os serviços dos hackers para monitorar adversários e antecipar movimentos judiciais. A estrutura funcionava como um serviço de inteligência privado voltado para a blindagem do Banco Master.

A defesa de Henrique Vorcaro não se manifestou sobre as novas prisões. O material coletado hoje, que inclui celulares e computadores, passará por perícia para identificar outros alvos da rede de espionagem. Os detidos responderão por organização criminosa e invasão de dispositivo eletrônico alheio.

Leia também: “Nikolas pede CPMI sobre o Master e defende Flávio”

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