O Ministério da Justiça e Segurança Pública criou um banco de dados chamado de “lista vermelha” do Brasil, que reúne os nomes dos principais foragidos do país. Batizado oficialmente como “Projeto Captura”, o ato foi autorizado nesta segunda-feira, 8, pelo ministro da pasta, Ricardo Lewandowski.
Para compor a lista, cada Estado, assim como o Distrito Federal, poderá incluir até oito criminosos cujas capturas sejam consideradas “estratégicas” para a segurança pública e o combate ao crime organizado. Assim, o número máximo de integrantes fica estabelecido em 216.
Receba nossas atualizações
Segundo o Ministério da Justiça, o Projeto Captura tem o objetivo de garantir um acesso fácil às informações dos criminosos mais procurados do país, tanto por civis quanto por forças de segurança. O site que hospeda a lista permite, também, que o usuário envie denúncias que levem à captura dos foragidos.
O ato prevê, ainda, a criação de uma célula do Ministério da Justiça dedicada à localização de criminosos escondidos no Estado do Rio de Janeiro. A pasta alega uma “enorme demanda” dos Estados por capturar foragidos que vão se esconder no Estado fluminense. O site não inclui, porém, recompensa por informações que levem à prisão dos criminosos.
Crime organizado
Também nesta segunda-feira, o ministro Ricardo Lewandowski assinou uma portaria que cria o Sistema Nacional de Inteligência para Enfrentamento ao Crime Organizado. O sistema reunirá dados de inteligência policial relevantes para o combate a facções criminosas.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Diferentemente do Projeto Captura, este sistema será restrito a forças de segurança. Ele tem o objetivo de promover integração entre as diferentes polícias, incentivando ações de longo prazo contra facções criminosas.
Ministro da Justiça fala à CPI do Crime
As iniciativas acontecem um dia antes da oitiva do ministro Ricardo Lewandowski na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A sessão está marcada para as 9h desta terça-feira, 9, e vai debater o orçamento das instituições de segurança pública no Brasil.
Para o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), a oitiva será uma “oportunidade valiosa” para que os parlamentares avancem na análise sobre a atuação integrada entre órgãos federais e estaduais, além da necessidade de destinar mais recursos ao combate ao crime organizado.
Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste



































Por que o Ministério da Justiça não cria uma lista vermelha dos líderes e foragidos do PCC e do CV?
Por aqui ,dear friends a ditadura vai de vento em popa ,roubando que nem os países da África Ocidental.