Moraes nega pedido da PGR para arquivar inquérito contra Bolsonaro

Presidente é investigado por vazamento de dados sigilosos de uma investigação da Polícia Federal sobre o sistema eleitoral
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Alexandre de Moraes mantém investigação contra Bolsonaro por vazamento de dados
Alexandre de Moraes mantém investigação contra Bolsonaro por vazamento de dados | Foto: SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira, 5, pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivamento de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por vazamento de dados sigilosos de uma investigação da Polícia Federal (PF).

O inquérito apura se o presidente divulgou, no ano passado, dados sigilosos da PF sobre um suposto ataque hacker cometido contra o sistema eleitoral durante as eleições de 2018.

No pedido, feito pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, Moraes foi acusado de adentrar “funções precípuas e exclusivas” do Ministério Público e “contaminar” provas da investigação.

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Em agosto de 2021, Bolsonaro expôs nas redes sociais a íntegra de um inquérito da Polícia Federal, três anos antes, que apura suposto ataque ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por lei, qualquer servidor público tem obrigação de proteger informações sigilosas, independentemente de hierarquia.

À época, os ministros do TSE enviaram uma notícia-crime endereçada a Alexandre de Moraes relatando a suposta conduta criminosa do presidente. Então o ministro do STF decidiu abrir um inquérito para investigar o caso.

Neste ano, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em seu parecer que, mesmo que as informações tenham sido divulgadas pelo presidente de forma ‘distorcida’, não houve crime na conduta.

Já em um relatório preliminar encaminhado pela PF ao Supremo, no começo do ano, a delegada Denisse Ribeiro afirmou que reuniu elementos sobre a ‘atuação direta, voluntária e consciente’ do presidente ao divulgar informações sigilosas de uma investigação em andamento.

A delegada também apontou o envolvimento do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), que participou da live com o presidente em 2021, além do ajudante de ordens da Presidência, Mauro Cid, que, segundo a investigação, foi o responsável por divulgar o inquérito na internet.

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26 comentários Ver comentários

  1. Tá duro de engolir esse sujeito. Ele faz o que lhe dá na telha e os demais cagam de medo. Pro carequinha não existem limites, o que quiser fazer será feito e aí daquele que piar contra.

  2. Esse ministro quer mandar em tudo?!
    Agora interfere até em outros tribunais??!! O que ele pensa que é?!
    Precisa respeitar decisões de outros autoridades! Ele não é o dono da verdade. Essa birra não combina com “JUSTIÇA”, Sr. Moraes!

  3. Com exceção dos poucos de sempre, como Ives Gandra Martins, q já se posicionou claramente, há muitos do setor jurídico brasileiro q também estão contra tudo o q o STF e em especial o careca vem fazendo, mas por falta de cojones, tem um medo eterno de se posicionar contra essas ações inconstitucionais. Alguns advogados e juristas deveriam aproveitar essa super bola pingando e aparecer nas mídias mostrando sua total insatisfação a esse comportamento do STF. Ganhariam muitos pontos da sociedade se assim o fizessem. Se muitos do setor jurídico levantarem suas vozes, o STF não vai ter coragem de contra-atacar e terá de recuar para suas devidas fronteiras constitucionais.

  4. Ô charco, Ô esgoto esse STF. Enquanto não caçarem o Presidente em todo sentido não vão parar. Agora não respeitam nem decisão da PGR.

  5. Esse é psicopata, normalmente esse tipo de gente quando no serviço público causam grandes tragédias. Ele está preparando o terreno para tornar o Presidente Bolsonaro inelegível. Teve que sentar em cima do rabo no caso Daniel Silveira, agora quer se vingar.

  6. Enquanto tivermos como presidente do senado um bobalhão, que tem interesses pessoais nas ações dessa pocilga, vai ser difícil este pais ser sério. Pacheco representa que há de pior na politica brasileira, covarde e vendido.

  7. NOTEM QUE EM TODAS ELEIÇÕES NAS AMERICAS O ÍNDICE DE ABSTENÇÃO É MUITO GRANDE E NINGUÉM SUSPEITA DISSO,OBSERVEM AS ELEIÇÕES QUE OCORRERAM EM CHILE,ARGENTINA,EQUADOR ETC ABSTENÇÃO ENORME SÃO FATOS.DESCOBRIRAM QUE ABSTENÇÃO E FÁCIL DE DECLARAR.

    CUIDADO MEU PRESIDENTE!! O SR SABE O QUE ESTÃO ARMANDO
    ESSE INQUÉRITO É O QUE MAIS ELE QUER SERÁ DADO O GOLPE E PRENDEM O PRESIDENTE,ALGUEM TEM DÚVIDA?

  8. E agora, como é que fica, Moraes vai continuar a descumprir a lei? Se eu fosse a PGR não participaria mais desse processo, não responderia a nenhum questionamento, da mesma forma a defesa do presidente! E pagaria pra ver o que ia acontecer!

    1. Moraes tá cagando para a lei. O intuito dele é manter vários inquéritos contra o presidente, desconfio que por 2 motivos possíveis: ou pra depois usar tudo pra tornar o presidente inelegível, ou para, caso o Bolsonaro perca as eleições, ser preso baseado nesses inquéritos. Vai vendo.

      1. Também tenho o mesmo entendimento e acrescentaria um terceiro: instigar o presidente a pisar fora das 4 linhas para tentar enquadra-lo na LEI (de verdade, não essas leis que eles dizem que estão cumprindo)!

      2. Vão fraudar la de dentro do supervibrador ,ops,do supercomputador

      3. Esse cidadão não age por vontade própria. É só uma marionete, atuando nesse teatro de horrores para melar as eleições. O art. 142 resolveria dentro da CF, se não surgirem melancias na caserna.
        Porém, o patético Omisso Pacheco, um prevaricador, deverá ser atingido também, arrastando a gang do Senado para não legitimar a reeleição do PR às vistas da comunidade internacional, mesmo conseguindo postergar a data da votação para ter urnas auditáveis.

      4. A “banca”, os empresários “campeões” e o narco-negócio estão no topo da cadeia alimentar. Muito poderosos, mas suponho que o peso do agro na estabilidade alimentar mundial vai falar mais alto. Por isso, incapacitar as marionetes via art. 142 já, e COM NOSSO APOIO explícito nas ruas, parece ser o final mais provável.

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