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Política

Moraes pede a Zanin dia extra para julgamento de núcleo que envolve Bolsonaro

Ex-presidente da República é réu por suposta tentativa de golpe de Estado e, se condenado, pode pegar mais de 40 anos de cadeia

8 de janeiro; alexandre de moraes
O ministro do STF Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF — 13/3/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Nesta sexta-feira, 5, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu um “dia extra” para o julgamento do núcleo 1 da suposta tentativa de golpe de Estado, no qual figura o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin.

Moraes solicitou o agendamento de sessões na quinta-feira 11, que devem ocorrer pela manhã e à tarde.

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Inicialmente, esperava-se que elas ocorressem na terça-feira, na quarta-feira e na sexta-feira.

“Solicito ao excelentíssimo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, o agendamento de novas sessões complementares para a realização do julgamento, a serem realizadas na quinta-feira, dia 11/9/2025”, diz o pedido de Moraes.

Defesa de Bolsonaro rebate relatório de Moraes

jair bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante julgamento no STF — 10/6/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Durante sustentação oral, o advogado Celso Vilardi, que defende Bolsonaro, afirmou não haver provas contra o ex-presidente.

Conforme Vilardi, desde o começo do processo, a defesa não teve acesso à integralidade das provas. Isso porque o material disponibilizado pela Justiça, além de ser vasto, não revela se é um recorte ou a totalidade do que apurou a Polícia Federal (PF).

Além disso, de acordo com Vilardi, os advogados tiveram pouco tempo para analisar os documentos disponibilizados pela PF. “Com 34 anos de advocacia, tenho de dizer que não conheço este processo, por não ter tido acesso integral a ele”, desabafou Vilardi. “São bilhões de documentos, em uma instrução de menos de 15 dias. Não pude nem sequer interpelar a cadeia de custódia.”

A queixa de Vilardi foi a mesma da defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Leia também: “Teatro supremo”, reportagem publicada na Edição 286 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Edson Barreto Teixeira
    Edson Barreto Teixeira

    Como se pode condenar alguém sem prova ???
    Mudou a justiça ????
    Não se faz um exame psicológico nesse psicopata ????

  2. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    E PRA QUE VER PROVAS!! O RESULTADO JA É CONHECIDO

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