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Política

Moraes prorroga inquérito que investiga Google e Telegram  

Plataformas são investigadas por suposta campanha de desinformação contra o PL das Fake News

Alexandre de Moraes
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, ainda há medidas a serem adotadas na investigação | Foto: Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 60 dias o inquérito que investiga diretores do Google e do Telegram por uma suposta campanha de desinformação contra o chamado PL das Fake News, projeto com o apoio do governo Lula para regular as plataformas digitais.

Moraes, que atendeu pedido da Polícia Federal (PF), endossado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), afirmou que ainda há medidas a serem tomadas na investigação, entre elas o depoimento de um representante do Telegram. A decisão é da quarta-feira 9.

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O ministro determinou a instauração do inquérito em maio, depois de um pedido da PGR, que agiu motivada por uma representação do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Segundo o parlamentar, havia uma “contundente e abusiva ação” das plataformas contra o PL 2630.

+ Moraes abre investigação contra diretores do Google e do Telegram

Na notícia-crime, Lira disse que as plataformas “têm lançado mão de toda sorte de artifícios em uma sórdida campanha de desinformação, manipulação e intimidação, aproveitando-se de sua posição hegemônica no mercado”.

A ação “abusiva” consistiu em manifestação pública do Google e do Telegram contra o projeto do governo. Durante a discussão do texto na Câmara, em maio, o Google publicou um artigo com críticas ao texto e disponibilizou o link em sua página inicial. Segundo a big tech, o PL 2630 pode “piorar a internet”. O Telegram enviou a todos os usuários mensagens contra o texto defendido pelo governo.

As manifestações das duas plataformas foram retiradas do ar por ordem de Moraes.

No pedido de investigação ao STF, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que é preciso esclarecer as condutas narradas pela Câmara. Ela também pede a apuração de crimes contra as “instituições democráticas”, contra a “ordem consumerista” e contra “a economia e as relações de consumo”.

Google Telegram
Manifestações do Google e do Telegram foram retiradas do ar | Foto: Reprodução

4 comentários
  1. Christian
    Christian

    Claro que ele vai prorrogar.
    Ele primeiro cacareja, depois põe o rabo entre as pernas.
    Cadê a filmagem do aeroporto de Milão?
    Tomou Doril e sumiu ?

  2. EMMC
    EMMC

    E vai continuar aberto/ prorrogado até as Big Techs mudarem para a “opinião” aprovada pelo STF

  3. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Eu acho bem feito. Essas redes sociais apoiaram essa ditadura por anos.

  4. MNJM
    MNJM

    PL da Ditadura mais uma aberração da tirania do STF e do Governo Federal. Congresso tem q continuar firme e não aprovar o cala boca do povo.

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