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Política

MPF dá 48 horas para Petrobras explicar vazamento na Margem Equatorial

A estatal realiza a primeira perfuração na região, autorizada pelo Ibama em outubro de 2025

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Fachada da Petrobras | Foto: Divulgação/Bruno Covas/Flickr

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá deu prazo de 48 horas para a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviarem explicações sobre o vazamento de 15 mil litros de fluido de perfuração em um poço na Bacia da Foz do Amazonas. O incidente foi comunicado pela estatal na terça-feira 6.

Os procuradores encaminharam, em regime de urgência, pedido de dados e documentos à Petrobras — responsável pela perfuração — e ao Ibama, que concedeu a licença ambiental. Segundo o MPF, a solicitação ocorreu no âmbito de um inquérito civil público aberto em 2018 para apurar possíveis irregularidades no licenciamento ambiental da exploração na Margem Equatorial.

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A Petrobras realiza a primeira perfuração na região, autorizada pelo Ibama em outubro de 2025, depois de anos de impasse e pressão do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O que a Petrobras diz sobre o vazamento

Mapa da Margem Equatorial do Brasil
Mapa da Margem Equatorial do Brasil | Foto: Reprodução/Petrobras

De acordo com a estatal, a perda de fluido foi identificada no domingo 4 em duas linhas auxiliares do poço Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, no bloco FZA-M-059, em águas profundas da Margem Equatorial.

A empresa afirmou que o vazamento foi imediatamente contido e isolado. As linhas foram trazidas à superfície para avaliação e reparo, o que levou à paralisação da operação por até 15 dias. A Petrobras sustenta que o fluido utilizado é biodegradável e está dentro dos limites de toxicidade permitidos.

O Ibama informou, em nota, que tomou conhecimento do episódio e apura as causas junto às áreas técnicas.

Entenda a operação

A perfuração na Margem Equatorial teve início em outubro de 2025, na fase exploratória. Caso haja viabilidade técnica e econômico-financeira, a Petrobras poderá avançar para a produção. Do contrário, a área deverá ser devolvida à União.

A Margem Equatorial abrange áreas marítimas ao largo do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira exploratória do setor de petróleo e gás, em razão de semelhanças geológicas com regiões como Guiana e Suriname.

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