Mais de um mês após a saída de Sergio Moro da pasta, técnicos sustentam que ajustes políticos não impactam ações do governo

Foto: Ministério da Justiça/Divulgação
A troca de Sergio Moro por André Mendonça no Ministério da Justiça e Segurança Pública não afetou a condução de políticas públicas. Mesmo em estruturas em que a chefia foi alterada, a pasta não sentiu impacto político em áreas tipicamente técnicas.
Um exemplo é a coordenação de fronteiras. A área está sob o guarda-chuva da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), cujo titular é Jeferson Lisbôa. Ele substituiu Rosalvo Ferreira Franco, nome de confiança e amigo de Moro.
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Com Lisbôa à frente da secretaria, os trabalhos não foram prejudicados. Tampouco houve alterações nas áreas chefiadas pela Seopi. O coordenador-geral de fronteiras da pasta, Eduardo Bettini, diz que o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia) segue inalterado.
Ampliação
A Oeste, Bettini garante que não ocorreram prejuízos com a mudança no alto escalão do Ministério da Justiça. “Estamos, agora, em momento de acomodação no sentido de que questões até mais conturbadas já foram resolvidas. O programa [Vigia] passou por esses processos sem sofrer nenhuma perda”, destaca.
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O que ocorre é o contrário, pondera o coordenador de fronteiras, ao ressaltar que a pasta está com projetos para ampliar o Vigia. “O programa continua suas atividades, e nosso secretário já fez reunião conosco. Quando tiveram início essas questões políticas, tínhamos convicção de que nosso trabalho é eminentemente técnico e não haveria prejuízo”, pondera.
Gostei que sob novo comando a Polícia Federal já identificou o mandante da facada no Bolsonaro. Esse foi um dos pretextos para a demissão do Moro, não foi? Foi só ele sair para o caso ser resolvido. Maravilha!
Ninguém é insubstituível. O ex-ministro já foi tarde e em breve só lembrará dele quem for leitor do O Globo, onde ele continua atuando.