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Política

Na mira do STF, general Heleno segue rotina em Brasília

Em entrevista, ex-ministro de Bolsonaro sugere orquestração nos protestos de 8 de janeiro

O general Augusto Heleno, que foi ministro de Jair Bolsonaro | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O general Augusto Heleno, que foi ministro de Jair Bolsonaro | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Condenado a 21 anos de prisão por suposta participação em um plano de golpe de Estado, o general Augusto Heleno, de 78 anos, segue levando uma rotina aparentemente tranquila em Brasília. Seu comportamento parece principalmente contrastar com a natural tensão de quem está prestes a ter que cumprir pena em uma unidade militar do Exército

Em entrevista à CNN Brasil, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro afirma que o desfecho é inevitável. “Agora é só esperar eles virem me pegar”. Moradores da quadra onde vive relatam que Heleno se tornou sobretudo uma espécie de “celebridade” local.

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Heleno: um general admirado

Com expressiva ocupação por parte de militares, entre oficiais e ex-integrantes das Forças Armadas, a região demonstra uma grande admiração pelo general. Muitos moradores fazem questão de cumprimentá-lo durante suas caminhadas, conversam e pedem fotos.

Conforme vizinhos, Heleno mantém uma rotina diária de exercícios na academia pública que fica no centro da quadra. Perguntado sobre o seu suposto envolvimento nas manifestações de 8 de janeiro de 2023, o general reafirma que “não mandou fazer nada”.

Leia também: “O tribunal do PT”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 297 da Revista Oeste

Com cerca de 50 anos de serviços prestados ao Exército, onde alcançou o topo da carreira em termos de capacitação técnica, o general afirma que no dia do tumulto na Praça dos Três Poderes estava em casa com a mulher. Disse ter ficado “horrorizado” com o que viu e sugere que o episódio pode ter sido “orquestrado” por opositores do governo da época.

Além disso, Heleno nega do mesmo modo qualquer participação em supostas irregularidades na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), então vinculada ao GSI. Segundo ele, a agência “era muito fechada” e suas operações não passavam por sua supervisão direta. Naquele período, a Abin tinha o comando de Alexandre Ramagem, que agora busca refúgio nos Estados Unidos ante a ordem de prisão do STF.

Ao comentar o ambiente político, o general afirma haver uma polarização intensa. Diz não ver “nenhuma coisa boa nisso”. Destaca o trabalho dos militares da tropa de elite do Exército, os chamados ‘Kids pretos’, a quem atribuiu alto preparo tático, mas com os quais não mantém relação.

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2 comentários
  1. Silva lilica
    Silva lilica

    Sempre o admirei e continuo admirando-o. Tenho certeza que Deus ta vendo tudo. Chegará o dia da nossa vitória e a honra será triplicada.

  2. PEDRO LAURINDO DE ARAÚJO NETO
    PEDRO LAURINDO DE ARAÚJO NETO

    QUE REPORTAGEM RIDÍCULAMENTE MINÚSCULA – UMA DECEPÇÃO A OESTE ENTREVISTAR O GENERAL E FAZER UMA ENTREVISTA TÃO POBRE

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