O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que a definição de candidaturas ao Senado em São Paulo exige cautela para evitar divisão de votos. Durante participação no programa Oeste Sem Filtro, nesta quinta-feira, 23, ele disse que o campo de direita precisa coordenar nomes com o aval da família Bolsonaro.
Segundo o pré-candidato ao Senado Federal por São Paulo, há discussão sobre o lançamento de mais de um candidato. “O que não podemos é dividir votos, se lançarmos quatro ou três, nós vamos favorecer a esquerda”, afirmou. O deputado defendeu que a escolha considere o cenário eleitoral e o peso político das lideranças envolvidas.
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Segurança pública e STF entram no centro do debate
Derrite também reforça a pauta de segurança pública, na qual trabalha há mais de 20 anos, e que pretende levar para a campanha ao Senado. Ele afirmou que o tema deve ganhar relevância no debate eleitoral e citou diferenças entre propostas defendidas por grupos políticos.

Segundo o deputado, a segurança tende a ocupar papel central nas campanhas, especialmente por marcar diferenças entre pré-candidatos. Ele citou que há, de um lado, um grupo que defende medidas mais rígidas no combate ao crime, com política de “tolerância zero”, que seria o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
E do outro “temos um Presidente da República [Luiz Inácio Lula da Silva] que já declarou que traficantes seriam vítimas de usuários”.
Sobre as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar citou que “O brasileiro não aguenta mais” e defendeu impeachment de ministros da Corte. Para ele, candidatos ao Senado precisam se posicionar sobre o tema.
“Qualquer candidato ao Senado Federal que não se dispuser a ter a coragem de votar, pautar impeachment de ministro do STF”, disse, “acho que não tem chance nenhuma de prosperar na sua campanha.”
Derrite afirmou que a composição do Senado será decisiva. Segundo ele, a obtenção de 41 votos garantiria maioria na Casa. O deputado também mencionou a necessidade de eleger um presidente do Senado sem “rabo preso” que comprometam decisões institucionais.
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