‘Não temos liberdade de expressão’, afirma fundador da Brasil Paralelo

Segundo Henrique Viana, a produtora de vídeos teve seus direitos violados
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Henrique Viana participou de <i>Os Pingos nos Is</i>
Henrique Viana participou de Os Pingos nos Is | Foto: Reprodução/YouTube

O fundador e executivo da produtora de vídeos Brasil Paralelo, Henrique Viana, concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta terça-feira, 10. Durante a conversa, o empresário explicou o processo de perseguição pelo qual a produtora de vídeos está passando.

Conforme noticiou Oeste, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a quebra dos sigilos telefônico e telemático da Brasil Paralelo. A quebra foi determinada pela CPI da Covid, sob o argumento de que existiriam indícios de ligação da empresa com a divulgação de notícias falsas desde as eleições de 2018.

Ataque à liberdade de expressão

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Segundo Viana, a decisão proferida por Gilmar Mendes não é justa. “A Brasil Paralelo vive uma situação de não poder exercer sua liberdade de expressão”, lamentou. “Uma empresa como a nossa, que possui mais de 12 milhões de espectadores, precisa ter seu direito à liberdade de expressão garantido, mas nós não temos isso no Brasil.”

O empresário afirma que os membros da CPI da Covid terão acesso a e-mails, conversas e informações sigilosas da produtora de vídeos e seus colaboradores. “Muitas pessoas que nos dão informações sobre temas sensíveis acabam pedindo sigilo”, explicou. “Nem todas as pessoas aparecem nos documentários, como os comentaristas.”

Insegurança jurídica

De acordo com Viana, a Brasil Paralelo tem a mesma natureza de veículos de comunicação; por isso, deve ter seu direito à liberdade de expressão preservado. “Nos sentimos intimidados, fragilizados, nas mãos de determinados políticos”, disse. “Porém, não temos nada a esconder. Em live que fizemos ontem, abrimos todas as nossas informações financeiras.”

O empresário avalia que a insegurança jurídica existente no Brasil prejudica os produtores de conteúdo. “No fundo, está sendo declarada uma guerra — não apenas por parte dos políticos, mas também por setores da imprensa, que parecem não ver que seu próprio direito à liberdade de expressão está sendo cassado”, criticou. “Eles estão do lado dos políticos da CPI.”

Leia também: “Não somos parasitas da natureza, fazemos parte dela”, entrevista com Lucas Ferrugem, sócio da Brasil Paralelo, publicada em Oeste

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