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Política

Nikolas Ferreira recusa proposta da PGR e se nega a pagar R$ 10 mil por chamar Lula de 'ladrão'

A declaração do parlamentar ocorreu durante uma reunião da ONU realizada em novembro de 2023

Nikolas Ferreira
Desde o dia 2 de julho, os perfis do PT, de Lula e do governo federal veicularam 20 publicações no Instagram defendendo a taxação | Foto: Reprodução/Twitter/X/@AGazetaES

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) recusou a proposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) que sugere ao parlamentar o pagamento de R$ 10 mil de multa por ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão”. Em 2023, o político mineiro citou o chefe do Executivo em uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU).

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“Querem me impedir de chamar Lula de ladrão, e ainda pagar multa?”, perguntou Nikolas Ferreira, no Twitter/X. “Não faço acordo com censura. Vários que hoje são aliados do Lula já o chamaram de coisas muito piores e absolutamente nada aconteceu. Coragem para enfrentar e força para resistir. Não recuarei.”

Em inglês, o deputado chamou Lula de ladrão durante a Cúpula Transatlântica da ONU. O parlamentar parafraseou o filósofo Olavo de Carvalho ao dizer que “o mundo seria um lugar melhor se não houvesse tantas pessoas prometendo melhorá-lo”.

“E isso se encaixaria perfeitamente com Greta Thunberg e Leonardo DiCaprio, por exemplo, que apoiaram nosso presidente socialista chamado Lula”, afirmou Nikolas Ferreira. “Um ladrão que deveria estar na cadeia.”

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux conduziu a audiência que estabeleceu a multa ao deputado. A Justiça acusou o parlamentar de cometer crime de injúria ao “fazer um discurso ofensivo contra a honra do presidente.”

Além da multa de R$ 10 mil, o acordo proposto pela PGR também envolve a exclusão do trecho do vídeo em que Nikolas Ferreira faz menção ao presidente.

Entenda a acusação contra o deputado Nikolas Ferreira

Em janeiro de 2024, o então secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, pediu à Polícia Federal (PF) que investigasse a fala do deputado Nikolas Ferreira. Na época, Cappelli comandava a pasta.

Em junho, a PF entendeu que as declarações do parlamentar configuraram crime de menor potencial ofensivo. Os federais decidiram não indiciá-lo.

A PGR decidiu denunciar o caso do parlamentar, mesmo com a sugestão contrária da Polícia Federal.

Leia mais: “O rei está nu”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 224 da Revista Oeste

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