‘Noivos’, DEM e PSL avançam em processo de união

Além de representatividade no Congresso, casamento renderá patrimônio de R$ 1 bilhão oriundo dos fundos eleitoral e partidário
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Fusão dará à nova legenda 81 deputados
Fusão dará à nova legenda 81 deputados | Foto: Reprodução

O noivado entre o Democratas (DEM) e o PSL recebeu a bênção da executiva nacional do DEM. Na noite da terça-feira 21, por unanimidade, dirigentes da legenda aprovaram a continuidade do processo que tem tudo para acabar em casamento. Se as tratativas continuarem como estão, uma assembleia entre membros das duas siglas ocorrerá em breve, ainda sem data definida.

Além do presidente nacional do DEM, ACM Neto, participaram da reunião personalidades do partido, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), os ministros Tereza Cristina (Agricultura) e Onyx Lorenzoni (Trabalho), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Prevê-se que a cerimônia de união ocorrerá em outubro.

Depois da oficialização, o Tribunal Superior Eleitoral tem até quatro meses para homologá-la. Se tudo der certo, os que discordam da fusão terão 30 dias para deixar a legenda, sem correr o risco de perder o mandato. O novo partido será presidido por Luciano Bivar (PSL), enquanto a secretaria-geral ficará com ACM Neto. Demistas deverão controlar dez diretórios estaduais, enquanto o PSL ficará com 14. A cúpula estuda um nome e identidade visual para a nova sigla.

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Influência no Congresso Nacional

O novo partido reforçará a sua representatividade dentro do Congresso Nacional, com 81 deputados na Câmara e sete senadores no Senado. Além da influência, o casamento entre o DEM e o PSL poderá conceder a ambos um patrimônio de R$ 1 bilhão em 2022, oriundo dos fundos partidário e eleitoral, além de quase dois minutos do tempo da propaganda eleitoral de rádio e TV.

Leia também: “A imoralidade do fundão eleitoral”, reportagem publicada na Edição 70 da Revista Oeste

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10 comentários Ver comentários

  1. Não está se levando em conta a Resolução 22.610/2007 (art. 1, §1º, inciso I) do TSE que permite justa causa para troca de partido a fusão partidária, ou seja, o tal “novo DEM” deve perder uma grande quantidade de parlamentares e não será como está sendo posto pela imprensa um “super partido”.

  2. Se conheceram já doentes, e na enfermaria prometeram não se distanciarem de suas práticas nefastas.
    Sorte do Brasil, pois as doenças são terminais e, de sorte, não transmissíveis.

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