Nos bastidores, Doria e Covas se desentendem sobre fim do confinamento

Enquanto governador quer começar a flexibilizar restrições a partir de 1º  de junho, prefeito de São Paulo vê lockdown como possibilidade.
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Covas e Doria: acabou a lua de mel pró-confinamento | Foto: Governo do Estado de São Paulo
Covas e Doria: acabou a lua de mel pró-confinamento | Foto: Governo do Estado de São Paulo

Enquanto governador quer começar a flexibilizar restrições a partir de 1º  de junho, prefeito de São Paulo vê lockdown como possibilidade

Covas e Doria: acabou a lua de mel pró-confinamento | Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, e seu ex-vice, o agora prefeito da capital paulista, Bruno Covas, já não estão falando a mesma língua. Enquanto o primeiro começa a falar e planejar a reabertura gradativa da economia já sufocada do Estado, o segundo insiste em querer impôr um lockdown ao município. Com um detalhe: Covas não quer ele mesmo dar a má notícia, prefere que o antigo mentor o faça.

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Enfrentando forte desgaste junto à população, com manifestações já pedindo sua saída, Doria mudou o discurso pró-confinamento. A última tentativa de manter a população presa em casa foi antecipando, junto com Covas, o feriado de 9 de julho. Entretanto, dados preliminares já mostram que a cartada só fez com que muitos dos paulistanos saíssem de suas casas e viajassem, para desespero de prefeitos do litoral e do interior do Estado.

O prefeito, por sua vez, além da desastrada antecipação de feriado, tentou intensificar o rodízio veicular e acabou acertando “fogo amigo” no secretário de Transportes Metropolitanos de Doria, Alexandre Baldi, que não foi consultado sobre a medida e viu trens e metrôs ficarem superlotados. Os dois discutiram ao vivo em uma emissora de TV, mostrando mais uma vez que improviso é a marca da gestão atual da pandemia.

Com relação ao lockdown, Covas precisa que ele seja imposto por Doria por um motivo simples: fora ele, apenas um outro prefeito da região metropolitana de São Paulo está disposto a aceitar o bloqueio total. Portanto, um pedido dele teria bem menos peso que o do chefe. Além disso, Doria não tem uma eleição a enfrentar em breve. Já Bruno Covas é candidato à reeleição.

“Estamos ficando sem alternativas. É preciso parar por São Paulo. Não há outro caminho. Antes de pensarmos em abrir, é preciso parar. A nossa competência é limitada. A região metropolitana é interligada, mas eu não controlo trens e metrô”, disse o prefeito no domingo passado.

Enquanto isso, a Defensoria Pública do Estado enviou ofício à Prefeitura que, aparentemente, foi ignorado. Nele, alertava o prefeito de que, se a economia não voltar a fluir em breve, saques podem começar a ocorrer na cidade.

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9 comentários Ver comentários

  1. Se até a Defensoria de SP suscita pela abertura da economia, é porque a situação financeira da capital já respira por aparelho. A Defensoria é o Órgão mais esquerdista dentre qualquer outro.

  2. A capital Paulista não é território para administradores amadores. Por conta da ganancia do Sr. João Dória que sempre desejou o combo 3 em 1 (Prefeitura da Capital Paulista, Governo do Estado de São Paulo e futura Presidência da Republica) estamos à mercê das vontades infundadas do Sr. Bruno Covas que desde que assumiu a prefeitura, devido a posse do Governador em 2018, não disse à que veio. Decisões até então corriqueiras para um prefeito e suas regionais como tapar buracos, cuidar da limpeza, ciclofaixas, segurança, transito, etc., etc., etc., viraram um pesadelo diário para a população. Com a saúde debilitada veio a pandemia e aí as coisas ficaram ainda piores. A impressão que se tem é que o discurso midiático de “salvar vidas” não condiz com a pratica e nenhum dos dois, que, em sã consciência, sabe o que fazer de concreto para resolver questões como a sobrevivência digna dos mais pobres, que não tem como trabalhar em home office, das pequenas e médias empresas que vivem do faturamento do trabalho diário e o consequente risco à segurança do patrimônio público, privado e da vida do cidadão após quase 70 dias de “quarentena”, que só está levando em conta a parcela da população que tem estrutura e reserva financeira para trabalhar de casa e pedir comida por aplicativo. Nesta pandemia fica o aprendizado de que precisamos mais de “lideres reais” que decidem para o bem estar coletivo com base em fatos locais e reais, e menos de “gestores midiáticos” que estão apenas preocupados com a própria imagem.

  3. Esses dois são farinha do mesmo saco. Dois irresponsáveis e mal intencionados, transformando uma pandemia em uma luta política. O Dória já sentiu que em São Paulo não consegue nem ser vereador. Já o Bruno Covas talvez esteja com problemas cerebrais graves,devido sua doença e as ligações neuroniais tenha perdido o caminho do bom senso com registros antigos de fazer uma quarentena horizontal de acordo com fatos passados na Europa. Ele não consegue enxergar as mudanças que ocorreram no mundo inteiro e mantém as antigas sinapses que persistem num lockdown. Seria melhor interná-lo numa clínica psiquiátrica e aguardar um momento de lucidez e visão nova do mundo pós pandemia.

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