A bancada do partido Novo acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, sob a alegação de “interferência atípica” em procedimentos relacionados ao Banco Master.
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Os parlamentares encaminharam uma notícia-crime à PGR e uma comunicação de fatos à PF contra o ministro, pedindo que os órgãos de controle apurem eventuais ilícitos penais e administrativos ligados à condução do caso.
“A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam agir com independência e cumprir seu dever constitucional”, afirmou o líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). “A sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser varrido para debaixo do tapete.”
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Além de Van Hattem, os documentos foram assinados pela deputada Adriana Ventura (SP) e pelo senador Eduardo Girão (CE). A bancada sustentou que os fatos narrados “extrapolam” a atuação jurisdicional e poderiam ter reflexos diretos sobre investigações envolvendo crimes financeiros e risco ao sistema.
Notícia-crime contra Toffoli

Na petição encaminhada à Procuradoria-Geral da República, os parlamentares solicitaram “o recebimento, autuação e regular processamento, com urgência, da presente Notícia-Crime”.
Os parlamentares pediram a “instauração de procedimento investigatório” e a “inclusão formal” do ministro no polo investigativo “para apuração, em tese, da prática de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial”.
Além disso, a bancada também solicitou o afastamento de Toffoli da “relatoria do caso com a consequente redistribuição”.
Comunicação de Fatos à PF
No documento enviado à Polícia Federal, o Novo descreveu o caso como uma “investigação de grande repercussão envolvendo o Banco Master”, com indícios de “gestão fraudulenta, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro” e uso de estruturas para “ocultação patrimonial”.
Os parlamentares destacam que os indícios de possível envolvimento de Toffoli teriam surgido quando ele foi “sorteado para relatar um recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro”.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste





































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