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Política

Novo PAC acumula obras paradas e reapresenta projetos antigos

Cerca de R$ 13,5 bi foram investidos sem a entrega dos resultados esperados

A então ministra Dilma Rousseff; o então vice-presidente José Alencar; o presidente Lula e o à época presidente da Câmara, Michel Temer, durante cerimônia de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC ) II - 29/3/10 | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
A então ministra Dilma Rousseff; o então vice-presidente José Alencar; o presidente Lula e o à época presidente da Câmara, Michel Temer, durante cerimônia de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC ) II - 29/3/10 | Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2023 como a principal vitrine de investimentos em infraestrutura do terceiro mandato petista, o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) convive com um aumento expressivo no número de obras paralisadas pelo país.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que o estoque de empreendimentos interrompidos passou de 2.760 ao fim de 2022 para 4.234 em 2025 — um crescimento de 53,4% no período.

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A Edição 327 da Revista Oeste analisou os números do programa e identificou que parte significativa dos projetos apresentados como novos remonta a iniciativas anunciadas há décadas ou incorporadas às versões anteriores do PAC.

Os Estados onde o PAC mais fracassou

O Maranhão lidera o ranking nacional de paralisações, com 584 obras interrompidas. Pará (456), Bahia (415) e Minas Gerais (347) aparecem na sequência. Em muitos casos, os atrasos atingem áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e saneamento básico.

A reportagem também mostra que 43% da carteira atual do Novo PAC é composta de ações remanescentes do PAC 1 e do PAC 2. Segundo dados do TCU, as edições anteriores deixaram um passivo de 5,3 mil obras inacabadas e R$ 13,5 bilhões em recursos federais aplicados sem a entrega dos resultados previstos.

O texto relembra ainda empreendimentos que atravessaram diferentes governos, como a Transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Norte–Sul, Belo Monte e o antigo Comperj, além de examinar o histórico de financiamentos concedidos pelo BNDES para obras em países como Venezuela, Cuba, Equador, Panamá, Peru e Moçambique.

Quase 20 anos depois do lançamento do PAC original, a discussão sobre infraestrutura continua cercada por atrasos, revisões de cronograma e projetos que ainda aguardam conclusão.

A reportagem completa está disponível na Edição 327 da Revista Oeste (clique aqui para lê-la).

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