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O que adianta governar desse jeito?

"Depois de dois anos inteiros no comando, a gestão atual está mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou", observou J.R. Guzzo
| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Depois de dois anos inteiros no comando, a gestão atual está mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou”, observou J. R. Guzzo

o que adianta governar
A “governabilidade” pode ser uma coisa admirável na teoria política, mas na vida prática a pergunta que se tem de fazer é a seguinte: governar para quê? | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

J. R. Guzzo (publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 29 de novembro de 2020)

Uma das palavras mais ouvidas no governo federal nestes últimos meses é “governabilidade”. O que seria esse bicho? Segundo nos contam, trata-se daquele balaio de decisões moralmente lamentáveis e tecnicamente ineptas que os governos, coitados, são obrigados a tomar para conseguirem governar — ou fazem essas coisas feias, mas tidas como indispensáveis, ou não governam nada (em política, argumentam os que estão mandando, a prática deliberada do erro nem sempre é uma desvantagem). O governo do presidente Jair Bolsonaro, como sabem até as crianças com 10 anos de idade, decidiu tempos atrás tornar-se governável em modo extremo — está fazendo tudo o que lhe pedem, e muito do que não lhe pedem, com o elevado propósito de governar o Brasil. Está dando certo para os governantes, ao que parece. E para os governados?

A “governabilidade” pode ser uma coisa admirável na teoria política, mas na vida prática a pergunta que se tem de fazer é a seguinte: governar para quê? Se for para dar ao Brasil uma espécie de Dilma-2, o Retorno, com anos de crescimento zero que se alternam com anos de recessão, e com a população escalada para exercer a mesmíssima função, como escrava que trabalha dia e noite para sustentar a máquina estatal — bem, muito obrigado. É onde se encontra, após dois anos inteiros no comando, o governo atual: mais ou menos onde Dilma Rousseff nos deixou. O Estado continua a engolir (e a gastar) a maior fatia da renda nacional. A economia está onde estava em 2018. A alta burocracia deita e rola. O Centrão, o inimigo número 1 do erário nacional, é de novo a grande estrela do governo. As leis continuam servindo para proteger os políticos dos cidadãos, em vez de fazer o contrário. Praticamente nenhum índice de “performance”, salvo no agronegócio, saiu do lugar. O que adianta governar desse jeito?

Nesses dois anos, o governo não fechou, não de verdade, uma única empresa estatal — uma meia dúzia de subsidiárias foi vendida por suas controladoras, e ficou nisso. De concreto, a única coisa que aconteceu foi a demissão do secretário-ministro encarregado da privatização, que nunca teve o que fazer. Não conseguiram fechar nem a empresa do “trem-bala”, um dos maiores contos do vigário do governo Dilma — o ministro dos Transportes acha que a empresa, que jamais colocou um metro de trilho no chão, é indispensável. Outra joia da coroa petista, a TV Brasil inventada por Lula, continua intacta.

Não foi cortado nenhum privilégio nas altas castas do funcionalismo. A população continua sendo extorquida pela mesma carga de impostos de sempre — 30%, ou mais, numa conta de luz, de telefone ou de farmácia. A economia permanece como uma das mais fechadas e menos capazes de competir do mundo. Na hora de fazer a indicação mais importante de seu governo, a de um novo ministro para o STF, Bolsonaro veio com o dr. Kassio, o preferido do Centrão e de um senador processado por corrupção.

O governo está no seu quarto ministro da Educação em dois anos, e não se mexeu um milímetro nos índices brasileiros na área, que continuam entre os piores do planeta; falaram o tempo todo de política, e os livros didáticos lidos nas escolas continuam insultando abertamente os militares, chamados de “torturadores”, os agricultores, acusados de viverem à custa do “trabalho escravo”, e o próprio governo eleito em 2018, que é denunciado nas aulas como fascista, racista, homofóbico, genocida e destruidor da Amazônia.

Quando lembrado de qualquer dessas coisas, Bolsonaro diz: “Então vota no Haddad”. É melhor mudar o disco. Uma hora dessas ele ainda vai ouvir: “E daí? Qual é a diferença?”.

Leia também: “Ao centro, volver!”, artigo de Silvio Navarro publicado na edição n° 36 da Revista Oeste

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55 comentários

  1. J R Guzzo o senhor é das poucas pessoas das quais eu me orgulho de ter conhecido nesta revista e em outros sites que eu já o perseguia, como o do Instituto Milleniun. Leio agora seu artigo e renovo em sua pessoa a pouca fé que tenho na imprensa brasileira. Fico muitíssimo sensibilizado com seu senso de justiça profissional e independência editorial. O senhor( e é assim que devo chamá-lo em homenagem) dignifica o jornalismo brasileiro tão combalido , conivente e omisso. Ler seu artigo à esta hora do dia depois de tanta notícia que não presta e de tanta fofoca política me trás um alento indescritível. O senhor conseguiu descrever em apenas um artigo todos os nossos sentimentos de desesperança e decepção e dizer aos que precisam ouvir o nosso grito de profunda tristeza por essa democracia tupiniquim que agoniza no CTI do descaso e transforma nosso país no filhote teratológico dessa malformação de governabilidade sanguessuga e inútil que não nos leva – tragicamente- a lugar nenhum. Para os arautos do “estado democrático de direito” onde apenas eles possuem direitos , essa tragédia escrita e dirigida habilmente por eles possui um roteiro digno de filme de terror onde certamente seremos todos cadáveres vivos que nunca veremos o SOL e as LUZES da democracia e ficaremos à mercê de suas migalhas para sobreviver. Parabéns. Um artigo com este chega a nos oferecer um raio de sol e um fio de oxigênio para continuar acreditando.

    1. Discordo meu caro amigo. De maneira geral o Guzzo escreve textos analíticos muito bons, o problema é quando ele quer ser melhor do que ele mesmo. Aí ele mistura alhos com bugalhos e podia muito bem ter nos poupado de texto tão fora de sintonia com a realidade de nosso país.

      1. Discordo totalmente: e a reforma da previdência sem mensalão? E um governo sem mácula de corrupção ?
        Tá achando pouco? Foi muito mais do que qualquer outro pós Constituição de 1988.
        Tem-se que ter cuidado com tudo o que se escreve.

      2. O articulista se esqueceu da Covid e das amarras do STF no governo e do boicote dos presidentes da Câmara e do Senado. No mais…

      3. O problema é que o artigo foi escrito para o jornal Estado de São Paulo, que me perdoe o Guzzo, mas parece um agrado ao patrão, a realidade é outra.

    2. Tanto vc quanto quem escreveu parecem não entender como é o processo de governar o Brasil.
      Texto vazio de conteúdo gera comentários de qual valor.

    3. Parabéns Guzzo pela provocação. Sabíamos desde 2013 qdo nas RUAS elencamos as PAUTAS ANTICORRUPÇÃO, que somente nós POVO, temos a obrigação de reconquistar ORDEIRAMENTE a nossa República, tão vilipendiada pelo banditismo partidário e institucional. Em 5 anos tiramos o EXECUTIVO do CONLUIO entre os 3 poderes.
      Demos o nosso recado aos nossos Eleitos, de que a PRISÃO em SEGUNDA instância e fim do foro privilegiado são 2 das pautas mais famigeradas. NÃO FOMOS OUVIDOS.
      Nem Guzzo nem o STAFF governamental, em especial Bolsonaro, podem tomar para si esta responsabilidade. Mas a “dica” aí está. Nada mudará realmente, se não fizermos, nós POVO BRASILEIRO, o q é nosso dever: A PRESTAÇÃO DE CONTAS c o CONGRESSO é IMINENTE pós quarentena, e não dependemos do fisiologismo de Botafogo e Batore, tão pouco de lyras Coelho, Renan e ou bezerras.
      Passar à limpo o CONGRESSO Nacional, é enfrentar este desafio. Acordem brasileiros, estamos sendo boicotados!!!

  2. Lamento discordar Mestre Guzzo, por não conseguir entender se faz uma critica construtiva ao governo Bolsonaro, no sentido de provoca-lo a tomar urgentes medidas nas reformas administrativa, politica e tributária ou se realmente o considera igual aos demais destruidores de nosso país, portanto “farinha do mesmo saco”.
    Ai é ruim mestre, a diferença é abismal. Concordo que Bolsonaro é um “tiosão” do churrasco e não um diplomata como FHC, mas vem enfrentando enormes problemas com sua mudança politica de governar, e saiba compreende-lo, lendo “os diários da presidência” de FHC, que para governar teve que abrir as portas para toda essa selvageria política.
    Não me queira mal, gosto das tuas manifestações, mas não entendi tal comparação.
    Forte Abraço

    1. Eu entendo que este país, com esta organização atual, com a distribuição de poderes como está, é ingovernável. Presidente da Republica qualquer vira marionete, vira fantoche. Infelizmente pra mudar isso sem armas é impossível.
      Ele já é tachado de ditador, então não muda muito se assumir a pecha. Temos um STF, um Congresso e Senado que não nos representa e obstrui a governabilidade. Que tal fechar pra balanço e reorganizar essa bagunça.

  3. Fiquei muito confuso, pois o referido jornalista só se referiu ao poder executivo, como se não existisse o legislativo (Rodrigo Maia), (David Alcolumbre ), que impedem qualquer pauta pro governo . Da forma como ele escreveu pensei se tratar de uma ditadura, que texto pobre.
    Dr. Guzzo é fantástico, mas pra se criticar um governo tem que se criticar a máquina toda, ou o governo simplesmente se torna ditador para atingir a expectativa que o Dr. Guzzo espera, outra coisa dentro do possível o governo ia bem, tivemos e temos uma pandemia em curso que a ciência foi colocada de lado, é o objetivo único é sabotar o governo que não tem escândalos de corrupção.. temos que lembra do nosso judiciário político também.. Achei muito raso o texto, mais gosto do Dr. Guzzo

    1. O Sr. Guzzo devia saber que o Brasil aparelhado por décadas não mudaria em dois anos. Mesmo enfrentando o establisment existente o Bolsonaro tem feito um ótimo governo. Hoje o Bolsonaro precisa de um partido com um quadro confiável para disputar as próximas eleições.

  4. Comparar o governo atual até o momento com o da ex-presidente Dilma, Guzzo, é como dizer que até o momento a Oeste está igual à Folha de São Paulo.

    1. E verdade! Mas tem que expor as diferenças também. Não temos mais esquemas de corrupção como petrolão, mumero de ministérios reduzido e não foram entregues para organizações criminosas políticas com porteiras fechadas, fim dos financiamentos a ditaduras esquerdistas e a terroristas como o MST, ministros com Tarcísio Gomes de Freitas e Tereza Cristina, fim do apoio a ideologia de gênero, bandidos não são mais tratados como vítimas da sociedade. A comparação tem que ser justa, apontar falhas sem as diferenças é distorsivo.

  5. Imagino Guzzo se referir à pulga se encontrar em mesma posição estática no rabo do elefante.
    No entanto o prezado analista deixou de comentar o movimento do elefante por caminhos mais virtuosos na direção e no sentido corretos, e que por isso mesmo se vê obrigado ao enfrentamento de mais, de muito mais obstáculos.

    1. Matéria infeliz…Governar depois de 14 anos de pt, num sistema viciado em poder e dinheiro, tendo a grande imprensa desconstruindo a sua imagem a todo tempo, debaixo de uma ditadura do Judiciário e, por fim, tendo que enfrentar uma pandemia, acho que o Sr. está querendo demais.

      1. Exato, Marcel, muito característico esse tipo de análise de quem é absolutamente inexperiente em relação à resistência que vem em contrário de alguém que tenta mudar a roda e o seu direcionamento!

  6. O cenário foi bem descrito. Não deu para saber, no entanto, qual a alternativa: mandar o congresso (e os cargos nas estatais) às favas, e mandar um cabo e um soldado ao supremo? Acho que se faz confusão entre poder e hegemonia. Poder é transitório. E muito. A hegemonia está com o mecanismo. Por muito tempo mais.

    1. Mas é exatamente isso que tem que ser feito.Porém sómente um cabo e um soldado não será suficiente. Tem que cercar o congresso e o “stf” com tanques, que é pra deixar claro que não é brincadeira. O Presidente ainda não fez isso porque sabe que não tem o apoio integral das FFAA. Ahh, mas isso é golpe, vão dizer os esquerdopatas da extrema imprensa e alguns integrantes da corja instalada tanto no ninho de ratos (“congresso”), como na pocilga (“stf”). Golpe é o que Gilmar, Lewandowski, Alexandre de Moraes, Barroso, Carmen Lucia e demais estão dando no país. Golpe final é o que será dado pelo TSE logo mais. Reaja, Presidente. Faça o que tem que ser feito. Verá que brasileros de bem não fugirão

  7. Excelente análise, se não mudar em 2022 vai ficar muito difícil se reeleger. Infelizmente, o brasileiros de bem mereciam muito mais, mesmp com todas as interferências do STF…….!

  8. Não gostei! Sou admirador, fã mesmo ,do Guzzo. No entanto, misturou tudo e ainda esqueceu que a economia foi severamente abalada com o “fique em casa”. Ah, esqueceu também da corrupção zero no governo. Não dá para comparar com Dilma.

  9. Bolsonaro é odiado porque solta o Verbo e não solta a Verba, simples assim, os interesses escuso são as forças ocultas que o Janio Quadros apontava.

  10. A diferença que o Governo Bolsonaro no primeiro ano teve pela Frente um Congresso e um STF ruins para o Brasil, neste ano teve o Congresso, STF e a Pandemia contra, já o Governo Dilma tinha o STF, Congresso a seu favor e a Pandemia que era seu próprio Desgoverno.

  11. O caput do artigo era provocatorio, aceitavel. Inspirador da curiosidade que nos acompanha quando chega um novo artigo do Sr..
    O sub titulo : ¨¨ depois de dois anos inteiros(??????) no comando………………..¨¨ parece querer demonstrar uma interpretação da insatisfação generalizada dos governados ( por eles acho não autorizada ) antes de fundamenta-la . Coisa que depois não conseguiu fazer ficando como sua opinião pessoal, respeitavel do ponto de vista democratico , criticavel do ponto de vista politico.
    Não respeitar a consecutio temporum nunca foi habito do Sr..
    Reverter – repitindo- reverter lustros dedicados a costrução de uma cleptocracia não e´tarefa simples ( ousaria dizer ,as vezes,quase impossivel) e ,de qualquer forma , não se completa em dois anos !.
    Os governados são prisioneiros de uma constituição definida por politicos que visavam fosse – na sua totalidade -pro domo sua.
    Sou um dendrologo, emprestado a industria, e portanto faço uso de um modus operandi ligado a uma sciencia esata. Não me permito voos pindaricos e fico com os pes ancorados ao chão para dar soluções aos problemas.
    A regra numero um e´o respeito do conceito causa-efeito .
    Qq pessoa que quantifica e qualifica estas premissas não pode não entender quão herculeo seja o esforço do Presidente Bolsonaro para tentar modificar este status quo.
    O Sr. deixa de mencionar quem realmente administra este Pais e quanta força tem para impor uma situação Gattopardesca.
    Esta força aumentou neste ¨ultimo ano inteiro ¨ e me parece que o Sr. deixou de considera-la ( inadvertidamente?) neste artigo.
    A curiosidade inicial se transformou em perplexidade.
    Como sempre, o tempo dira´.

  12. A impressão que tenho é a de que se Guzzo não escrevesse dessa forma não seria publicado pelo estadão. Parece que o estadão só publica editoriais se for para descer a lenha no Bolsonaro. Fazer comparação do Bolsonaro com a Dilma é a maior das imbecilidades. Façam uma comparação entre ministros de ambos, Bolsonaro está só, contra ele há os outros poderes, a grande imprensa nacional e mundial, instituições mundiais como ONU, OEA, OMS, vaticano, governadores, prefeitos, e alguns generais não são confiáveis. Além disso, por que o Guzzo não tocou no assunto o que é governar com pandemia e lockdown. Eu não acompanho esse Guzzo porque nunca me inspirou confiança, depois dessa vi que eu não estou errado.

  13. Sr. Guzzo, desta vez não poderei concordar com o senhor, fazer uma análise dessas sem sequer citar o acontecimento que mais marcou a fase em que vivemos e que provocou o caos na sociedade e na economia que foi a epidemia do vírus chinês é fazer uma análise fraca e manca. E todos sabemos que os números da economia estavam em ascensão até a chegada do vírus. O senhor esqueceu também de mencionar as dezenas de obras feitas por este governo de norte a sul, algumas que estavam paradas há décadas, e tudo sem corrupção e muitas empregando o trabalho do Exército, com custo muito menor para o país do que na época da farra do PT com as empreiteiras que se locupletaram em anos passados. Sinceramente, esperava uma análise melhor de vossa senhoria.

    1. Governar não é como fazer mágica!
      Fazer uma transição, tão necessária, como a que está sendo feita com uma espada na garganta, pois a ameaça de cassação é constante, tem obrigado o atual chefe do executivo a ter uma paciência de Jó!

  14. Bolsonaro vem deixando muitos apoiadores pelo caminho, e rasgando muitas bandeiras que o elegeram. Acumpliciou-se com o Centrão, com o Maia, Alcolumbre e STF, e não diz absolutamente nada contra as barbaridades perpetradas pelo Supremo (pelo contrário, fica de aconchegos com certos ministros), que abre inquéritos teratológicos e prende simplesmente pelo “crime” de opinião (agora, com Verdevaldo e companhia o tratamento é outro). Afirma que há fraudes com as urnas eletrônicas e diz ter provas disso, e depois silencia. Só pensa em 2022, mas para isso vende a alma ao diabo, e pode arrepender-se, porque ele está “achando-se”, sem o ser. Ninguém quer um Presidente tresloucado e dizedor de besteiras, mas que ele eleve a voz e denuncie as nojeiras da política e do sistema da cúpula do judiciário, sim. Para coroar, Bolsonaro só faz sandices na área jurídica – que precede, sim, a política – por exemplo, sancionando a lei do abuso de autoridade e a criação do monstrengo chamado “juiz de garantias”, indicando o boquirroto Aras para a PGR, e, por último, indicando para o Supremo pessoa que é notoriamente esquerdista e festejado (aí tem…), por Maia, Alcolumbre, STF, OAB e grande mídia). E que vai ficar lá por nada menos do que 27 anos. Não, não, aí não dá…

  15. Esse ano inteiro não tivemos comissões funcionando pra votar nada e o covid-19 bagunçou o mundo inteiro.
    Guzzo tem que largar o afetismo de lado pra fazer umas análises mais sérias.
    Podia aprender com o Fiuza.

  16. Mais um texto do Guzzo e eu o que faço? Logo apresso-me a ler! Agora estou meio que, tentando entender o que o levou a escreve-lo? Tá, a tal da governabilidade, a impossibilidade de passar suas propostas, de dar diretrizes concretas.
    Parece falar de um governo que ao ser eleito imediatamente não foi traído pelo partido ao qual fazia parte, que teve seus deputados os quais também se elegeram apenas por utilizarem seu nome, da mesma forma, o abandonando ao mesmo tempo em que o começaram a atacar. Ou um governo que depois de apoiar e com esforço conseguir eleger os presidentes das casas legislativas, ter esses mesmos tornado se antagonistas a ele, ferrenhos opositores a quais quer pautas do executivo. Pode ser um governo que, desde que foi eleito, não tenha como adversário a suprema corte, que volta e meia, assume o papel tanto de legislativo como de executivo, e impede, de todas as formas possíveis quais quer ações tomadas por ele.
    Talvez não seja o mesmo governo, que no primeiro ano já conseguiu reduzir o rombo deixado pelos antecessores, e que, para o ano seguinte tinha uma ótima previsão de crescimento que foi deduzida a cinzas por uma tal de Pandemia, um imprevisto, algo que nem mesmo os mais pessimistas apoiadores, ou mais otimistas opositores poderiam imaginar. Tão terrível que fez ruir todo aquilo que foi feito de bom no ano anterior, comprometendo drasticamente o futuro que ainda assim, começa a dar sinais de recuperação além da expectativa.
    Qual seria a solução então? Não tentar se aproximar de nenhum grupo político? Manda para aquele lugar o congresso e o STF? Quebrar os outros poderes e fazer valer a vontade do presidente na marra? Passar por cima da burocracia na base da porrada e privatizar tudo de qualquer jeito? Fingir que não existe pandemia e tocar o zaralho pra passar as reformas?
    Com todo respeito a toda sua grandeza jornalística Guzzo, mas me parece muito difícil comparar esse governo com qualquer outro. Pior ainda é cogitar que Haddad seria a mesma coisa, se é perfeitamente compreendido, como o senhor disse, por uma criança de 10 anos, que ele de forma alguma teria tomado as mesmas medidas que esse governo e qualquer aspecto, sobretudo no que diz respeito a tal da Pandemia, talvez algo parecido esteja ocorrendo em nossos vinhos Argentina. Será que o senhor consegue fazer essa comparação?
    Enfim, espero algo diferente, para dizer o mínimo, nas próximas análises.

  17. Definitivamente esse não é o J.R. Guzzo que aprendi a admirar. Chego mesmo a pensar como foi que a Oeste se dispos a publicar esse artigo na sua página. Se o artigo tivesse sido publicado na Folha, ou na Veja, vá lá. Mas aqui na Oeste? Duvido que Augusto Nunes, Guilherme Fiuza , Constantino e Ana Paula Henkel concordem com seu teor.
    Comparar o governo Bolsonaro com o governo da hoje Cadáver Insepulto, é uma afronta, simples assim.
    No meu modo de ver as coisas só há duas saídas para o Presidente”: 1- Fazer o que deve ser feito ( e não é com um cabo e um soldado, mas com tanques na porta do ninho de ratos (“congresso”) e da pocilga (“stf”), pra mostrar que não é brincadeira). Isso não aconteceu porque ele não conta com duas coisas: a) o apoio total das FFAA e b) o comparecimento em massa do povo nas ruas ( afinal não é parada gay, carnaval, ou copa do mundo). 2- Render-se ao Centrão e seus canalhas para não ser removido. Foi o que ele fez, infelizmente. Tudo culpa de um povo cagão que é incapaz de distinguir entre um Presidente patriota e honesto, com um “ex-presidente” condenado em três instâncias e uma ex-“presidenta”que foi removida do cargo e que hoje ainda assombra o país como um Cadáver Insepulto. É isso que o Guzzo quer equiparar? Santo deus!

  18. Fiquei estupefato por alguns instantes com o texto do sempre analítico Guzzo. Durante esse tempo me vi no meio de um governo Dilma, mas alguns comentários me colocaram de novo na realidade. Bolsonaro tem lá suas imperfeições nesse governo, afinal escolheu André Mendonça, Augusto Aras, Kássio Nunes, afaga um Alcolumbre da vida, mas não chega aos pés da ex-presidenta. Paulo Guedes, Milton Ribeiro, Ricardo Salles e outros vêm penando para engrenar esse país há tempos enferrujado pela corrupção e inação – sem contar que no governo tem gente ruim pra caramba: os militares, por exemplo. O namoro escandaloso com o Centrão é vergonhoso, mas o governo precisava se abrir um pouco. Vamos esperar que não se arreganhe tanto. De qualquer forma, estamos muito menos piores que quatro anos atrás.

  19. Essa análise foi incompleta. Lamento que o nosso excelente jornalista tenha usado a famigerada meia verdade, monopólio da imprensa esquerdista, para descrever as decepções que a maioria das pessoas de bem sentem ao constatarem a lentidão das mudanças desejáveis e prometidas pelo então candidato Bolsonaro. Esqueceu ou não quis se referir aos entraves canalhas colocados pela maioria do parlamento e às criminosas ações de um judiciário totalmente dissociado dos interesses do país, destinados a impedir as iniciativas do governo em favor do BRASIL. Fico triste e decepcionado com esse profissional do jornalismo que sempre me encantou com seus artigos profundos e sérios.

  20. Prezado Guzzo, gosto muito de seus textos, mas desse DISCORDO totalmente; Dilma é incomparável até o pior dos Mentecaptos que cheguei a conhecer na politica Brasileira (e olha que não estou citando Roubalheira, que nesse quesito é 7 x 1).

  21. Guzzo, fiquei espantado. Foi você mesmo que escreveu esse texto? Geralmente gosto dos seus artigos, mas esse foi muito injusto com o presidente e com o excelente trabalho que ele vem realizando, dadas as condições, por assim dizer, “políticas, judiciárias e pandêmicas” do País. Comparar o governo Bolsonaro com o governo Dilma é um disparate.

  22. Guzzo, concordo quase totalmente com o seu raciocínio, no entanto a pergunta é: Como o país pode tomar rumo diferente, com eleitores com optam entre Covas, Boulos, Paes, Manu, Sarto e outros?
    Em 2022 teremos renovação do Congresso. Alguém aí acredita que esse tipo de eleitor vai colocar pessoas confiáveis nos palácios legislativos de Brasília?
    Sem um Congresso constituído por maioria de membros íntegros, os presidentes, mesmo que honestos, portanto bem intencionados, sempre precisarão da famigerada “governabilidade”, a pátria amada do centrão.
    Se houver outra resposta, me indique, por gentileza.

  23. Quando comecei a ler os comentários constatei que mestre Guzzo abalou os sentimentos dos pudicos politicamente.
    Guzzo talvez esteja de saco cheio, assim como eu, com esses eternos brasileiros que se acham politicamente inteligentes e justos à espera de um milagre nesta pocilga que é o podre mecanismo em nosso país.
    Já passou da hora de fazer o que é certo! Os poderosos do Legislativo e do STF, não estão mais nem um pouco preocupados no cumprimento das leis de nossa CONSTITUIÇÃO. Bolsonaro tem mais é que parar de remediar sua governabilidade, fazendo acordos com centrão, ou seja lá o que for de “politicamente necessário” para continuar presidente desse Brasil.
    Nós, o povo, temos que exigir que se cumpra o que está na lei, não tem que interpretar nada, é ler o que está lá e cumprir!
    Bolsonaro, o maior representante atual do povo, tem que exigir desses pilantras poderosos que façam o CERTO, para o bem do país. Ponto, nada mais, se não o fizer, denuncia o cara na TV repetidamente. Exibe a cara do safado que só quer seu próprio benefício e de seus apoiadores, com a determinação de quem quer ser respeitado, com poder supremo de suas atribuições que lhe são exigidas.
    Quer votar contra, quer boicotar, quer fraudar, quer roubar, denuncia logo esse político ou poderoso de má fé, e por fim, se não o fizer, então é tudo farinha do mesmo saco.
    Estou com Guzzo e não abro!

    1. seu banana, não foi isso que ele escreveu. ele simplesmente colcou toda a culpa no Governo, e tirou os acertos, Ahhh o Kassio, vai se fude, que porra de Kassio.
      A merda do Covid, as fraudes, os Libertos da cadeia, o RAP.
      culpe quem tem culpa.
      Guzzo, vai toa no cu, comunista de merda

  24. Guzzone, querido.
    Te pergunto,
    qual seria a tua escolha:
    assumir a VEJA com toda e equipe que trabalhava lá ,
    com dividas etc, etc,
    e tentar fazer uma revista “como se deve”?

    Ou começar uma OESTE com gente que você
    escolheu ,com liberdade, com pouco dinheiro mas sem dividas?
    O BOLSONARO não teve escolha.
    Pela primeira vez, que me lembre, achei seu texto raso e incoerente.Me perdoe.

  25. Concordo com as críticas relativas ao escolhido p/ stf e os ministros da educação. Quanto ao resto, por mais boa vontade que se tenha, é impossível governar sem o congresso (RODRIGO MAIA!!!!!!!!!!!). A alternativa seria botar exército nas ruas. Mas cá entre nós Guzzo, voce sabe disso né!!!!!

  26. Lembrei pq parei de ler este blog de esquerdistas desfarçados, um animal irracional que tudo enxerga para ver o que lhe interessa, volto a dizer, este blogue de falidos mentais.
    Um ARTICULISTA que passou a vida vivendo das beneces que a Globo outrora teve, e que agora, chafurdam na lama deixada pelo Bolsonarismo, para este que é talvez o emprego mais fácil do mundo, falar merda com os dedos.
    Revista Oeste é o mesmo lixo do O GLOBO. Esperem pra ver uma midia isenta teria colocado a culpa no verdadeiro culpado. – RODRIGO BOTAFOGO MAIS.

  27. eu acho que a besta do Guzzo estaria melhor no antagonista, ou escreve as coisas como acontecem, ou percebo que aqui, os leitores, diferente do que ele teve a sua vida toda, em FSP e O GLOBO, sabem entender oq ue lhe escrevem
    Vai estudar Guzzo, para de jogar videogame, candycrush, jogo de velho, guarda o vinho e o queijo, tira o pé do sofá, e vai toma no meio do teu cu. Velho de merda.

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